Uberaba, no Triângulo Mineiro, guarda fósseis do Uberabatitan ribeiroi, dinossauro que pode ter alcançado 27 metros de comprimento. A região integra a rede de geoparques da UNESCO desde 2024. Em Peirópolis, um museu e um centro de pesquisas ajudam a conhecer o passado da região sem sair de Minas Gerais.
Por que Uberaba é conhecida como Terra dos Gigantes?
O apelido vem dos fósseis de grandes animais encontrados nas rochas da região. Entre eles estão restos de dinossauros de pescoço comprido, crocodiliformes e tartarugas. O território hoje protegido pelo geoparque de Uberaba reúne registros de ecossistemas que existiram milhões de anos atrás.
A UNESCO destaca mais de 10 mil fósseis encontrados na área do geoparque. Isso não significa que todos estejam expostos ao público. Muitos são estudados e guardados em coleções científicas, fundamentais para descobrir como os animais viviam e como o ambiente mudou.

O Uberabatitan ajuda a entender o passado mineiro
O Uberabatitan ribeiroi foi um dinossauro herbívoro do grupo dos titanossauros. Segundo a UNESCO, sua reconstrução alcança 27 metros de comprimento e 10 metros de altura. Como se trata de um animal extinto conhecido por fósseis, essas dimensões representam estimativas científicas, não uma medida direta do animal vivo.
Restos desse gigante foram encontrados na região da Serra da Galga, durante obras na rodovia BR-050, em 2004. Os pesquisadores analisam ossos preservados para comparar indivíduos e espécies. A descoberta colocou os dinossauros do Brasil em destaque, embora novas pesquisas possam aperfeiçoar estimativas.
O que significa o reconhecimento da UNESCO?
Em 2024, o território passou a integrar a rede de Geoparques Mundiais da UNESCO. Esse reconhecimento valoriza o patrimônio geológico e incentiva educação, conservação e desenvolvimento local. Não significa que cada rua de Uberaba tenha sido declarada Patrimônio Mundial da Humanidade, título que pertence a outra categoria.
O geoparque combina lugares usados para pesquisas e pontos de visitação, como Peirópolis e a Serra da Galga. A proposta é cuidar das rochas e dos fósseis enquanto moradores e visitantes conhecem sua importância. Retirar materiais do solo sem autorização prejudica essa memória científica.

Peirópolis reúne pesquisa, museu e educação
O Museu dos Dinossauros, mantido em ligação com a Universidade Federal do Triângulo Mineiro, fica no bairro de Peirópolis. O espaço apresenta fósseis, réplicas, cenários e informações sobre animais antigos, enquanto o centro de pesquisas trabalha com a preparação e a conservação dos achados.
- Fósseis verdadeiros: mostram partes preservadas de animais e outros seres antigos.
- Réplicas: reconstroem corpos e esqueletos para facilitar a compreensão do tamanho.
- Centro de pesquisas: desenvolve estudos sobre a fauna e as rochas da região.
- Peirópolis: aproxima o visitante da paisagem onde a paleontologia ganhou espaço.
A coleção conta também a trajetória de cientistas e moradores que ajudaram a proteger o patrimônio. Antes de viajar, é prudente consultar as informações atualizadas da universidade sobre visitação e agendamento, pois horários e atividades podem mudar.
Quem deseja descobrir os encantos do Triângulo Mineiro, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal DEVA NO AR, que conta com mais de 101 mil visualizações, onde o apresentador mostra as principais atrações de Uberaba, incluindo o Memorial Chico Xavier, o Mercado Municipal e o Santuário de Nossa Senhora da Abadia:
Onde fica a região que guarda esses fósseis?
A cidade de Uberaba está no Triângulo Mineiro, no oeste de Minas Gerais. Peirópolis fica fora do centro urbano e tem acesso pela região da BR-262. O deslocamento exige atenção ao trajeto e não deve ser confundido com uma caminhada curta dentro da cidade.
Os fósseis de Uberaba pertencem a um cenário muito anterior ao surgimento dos humanos. As rochas preservaram sinais de animais e ambientes do fim do período Cretáceo. Conhecer essa diferença de tempo torna a visita ao museu uma experiência mais clara e ajuda a valorizar o trabalho de conservação.
O turismo científico depende da conservação
O visitante pode conhecer réplicas e coleções sem tocar ou retirar objetos dos sítios. O patrimônio paleontológico exige pesquisa cuidadosa, registro do local e guarda adequada dos materiais. Uma peça retirada de seu contexto perde parte das informações necessárias para entender a história geológica.
Em Uberaba, os fósseis, as pesquisas e o reconhecimento internacional formam um mesmo conjunto. A cidade ganhou destaque pelo dinossauro de grande porte, mas seu valor não se resume a um recorde: está também na proteção dos lugares que permitem estudar a vida antiga em Minas Gerais.
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