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A psicologia explica por que um conjunto com 24 peças intactas pode parecer melhor do que outro com 31 peças e algumas quebradas

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
09/10/2026
Em Notícias
O chamado efeito menos é melhor aparece quando avaliamos opções separadamente e um defeito pesa demais

O chamado efeito menos é melhor aparece quando avaliamos opções separadamente e um defeito pesa demais

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O conjunto menor tinha 24 peças intactas; o maior, 31 intactas e 9 quebradas, totalizando 40.↓ Ver no artigo
Em avaliações separadas, o conjunto sem defeitos podia receber maior disposição para pagar: é o efeito menos é melhor.↓ Ver no artigo
Na experiência original, apresentar os conjuntos lado a lado inverteu a avaliação e favoreceu o conjunto maior.↓ Ver no artigo

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EM FOCO
Resumo da matéria
01
Quantidade e impressão
O conjunto maior tinha 31 peças boas e 9 quebradas, enquanto o menor reunia 24 peças, todas em bom estado.
Experimento
02
Avaliação separada
Sem comparar as opções lado a lado, a ausência de peças quebradas podia pesar mais na disposição para pagar pelo conjunto.
Julgamento
03
Comparação muda a avaliação
Na experiência original, apresentar as opções juntas tornou a vantagem do conjunto maior mais clara e inverteu a avaliação de valor.
Contexto

Um conjunto de 24 peças intactas pode receber uma avaliação melhor que outro com 31 peças boas e algumas quebradas. A psicologia chama essa diferença de efeito menos é melhor, observado quando as opções são julgadas separadamente. A impressão do conjunto sem defeitos pode pesar mais que a quantidade útil.

Como 24 peças intactas podem parecer melhores que 31?

A impressão do conjunto pesa quando as opções são avaliadas separadamente. O efeito menos é melhor descreve esse resultado: um conjunto menor, sem defeitos, pode receber uma avaliação de valor mais alta que outro maior, acompanhado de itens quebrados.

Há um detalhe na comparação: o conjunto maior tinha 31 peças intactas e 9 quebradas, totalizando 40. Ele incluía todas as 24 peças boas do menor e acrescentava outras em bom estado. Portanto, a vantagem numérica existia mesmo depois de retirar as peças que não serviam.

Peças quebradas podem reduzir a impressão de qualidade mesmo quando o conjunto oferece mais itens úteis

O que o estudo mediu na avaliação das louças?

O pesquisador Christopher K. Hsee, da Universidade de Chicago, descreveu a experiência em Less is better, publicado no Journal of Behavioral Decision Making. O estudo examinou a disposição para pagar pelas opções, que mudava conforme a forma de apresentação.

A explicação proposta dá peso à facilidade de avaliar os defeitos. Uma reprodução publicada em Collabra: Psychology voltou a observar maior disposição para pagar pelo conjunto menor na avaliação separada. O resultado reforça essa condição do efeito, sem torná-lo uma regra para qualquer escolha.

Por que as peças quebradas afetam o conjunto inteiro?

O defeito oferece uma referência fácil: uma peça quebrada não está em bom estado. Já decidir se determinada quantidade de louças representa uma oferta valiosa exige uma comparação. A explicação proposta pelo estudo é que o aspecto fácil de avaliar influencia o julgamento feito sem outra opção ao lado.

Isso não significa que as peças intactas perdem sua utilidade. Elas continuam ali. O resultado trata do valor que foi atribuído ao conjunto apresentado, e não de uma mudança física nos objetos. Ter mais itens bons e receber uma avaliação melhor são duas coisas que não coincidiram naquele contexto.

A seguir listamos 4 exemplos práticos que ajudam a levar essa ideia para situações comuns do dia a dia:

  • Conjunto menor: reunia 24 peças intactas, sem os itens quebrados que poderiam afetar a impressão geral sobre a oferta.
  • Conjunto maior: continha 31 peças intactas e 9 quebradas; as peças boas incluíam todas as que estavam no conjunto menor.
  • Avaliação isolada: cada opção era julgada sem a outra ao lado, dificultando a comparação direta da quantidade de peças úteis.
  • Avaliação conjunta: as duas opções eram apresentadas lado a lado, tornando mais visível a vantagem numérica do conjunto maior.
A avaliação muda quando quantidade e qualidade são comparadas de maneiras diferentes

Leia também: Franklin D. Roosevelt sobre o sentimento que pode paralisar uma pessoa antes mesmo de o problema começar: “A única coisa que devemos temer é o próprio medo”

O que muda quando os conjuntos aparecem lado a lado?

A vantagem fica mais clara quando ambos aparecem juntos. Na experiência original, o resultado se inverteu nessa condição: o conjunto maior recebeu uma avaliação de valor superior. A pessoa podia observar diretamente que ele oferecia todas as peças boas do menor, além de outras intactas.

A apresentação conjunta permite comparar quantidade útil e itens quebrados. Na reprodução, porém, a diferença de valor entre as louças não foi clara nessa condição. Isso limita a ideia de que colocar opções juntas sempre inverte o resultado; a avaliação separada teve apoio mais consistente.

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A seguir listamos 3 situações comuns que mostram como essa reflexão pode orientar escolhas e conversas:

Logo EM Foco
DADOS EM FOCO
O que havia nos conjuntos
O que havia nos conjuntos
Característica Conjunto menor Conjunto maior
Peças intactas 24 31
Peças quebradas Nenhuma 9
Total de peças 24 40

A psicologia está dizendo que menos sempre vale mais?

A condição do julgamento importa. O efeito não afirma que conjuntos pequenos são melhores em qualquer situação. Ele mostra que uma avaliação isolada pode dar grande peso a um detalhe simples de julgar, como a ausência de defeitos, enquanto deixa menos clara a importância da quantidade útil.

No exemplo das 24 e 31 peças intactas, a quantidade não mudou quando as opções foram colocadas juntas. Mudou a possibilidade de comparar. A lição da experiência é observar como a apresentação participa da avaliação: um conjunto pode parecer pior por conter defeitos e ainda reunir mais peças boas.

Sua história pode virar reportagem

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Tags: ComparaçãoEscolhasPercepçãopsicologia

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