Uma peça de uniforme rasgou durante o serviço e o empregado pediu a troca, sem ser atendido. A calça rasgada expôs partes íntimas, virou motivo de piada entre colegas e levou a empresa a pagar R$ 5 mil por danos morais.
Como o uniforme rasgou durante o trabalho?
O empregado fazia atividades de manutenção e relatou que a calça rompeu na região íntima por causa do uso intenso e do desgaste. Como o uniforme era obrigatório dentro da empresa, ele procurou o setor responsável e pediu outra peça.
A reposição não foi entregue. Segundo o relato aceito pela Justiça, o trabalhador precisou continuar o expediente exposto. Colegas fizeram brincadeiras, tiraram fotografias e enviaram as imagens em grupos de mensagens.

Quais provas confirmaram o constrangimento?
A empregadora negou a versão do ex-funcionário. Porém, sua representante não soube dizer se ele havia trabalhado com o macacão rasgado, enquanto uma testemunha confirmou problemas na entrega de uniformes.
O conjunto analisado incluiu estes pontos:
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Por que a empresa foi condenada?
A decisão sobre a falta de reposição do uniforme concluiu que a empresa permitiu uma exposição grave ao não entregar uma peça adequada. A sentença saiu da 1ª Vara do Trabalho de Betim e fixou a indenização em R$ 5 mil. A empregadora recorreu, mas a Sexta Turma manteve a condenação.
Na atualização divulgada em abril de 2026, o processo estava em fase de execução. Essa etapa serve para calcular e cobrar o que ficou definido no julgamento.
O que foi relato, defesa e fato confirmado?
Separar cada versão ajuda a entender por que a condenação não nasceu apenas da fala do empregado. A prova testemunhal e a resposta da própria empresa tiveram peso no resultado.
O processo reuniu estes três níveis:
Qual dever da empresa foi descumprido?
Quando exige uniforme, a empresa deve fornecer roupa em condição compatível com o serviço e agir diante de um rasgo que expõe o corpo. Não basta manter a regra de uso se não existe uma peça segura para substituir a danificada.
A proteção constitucional da intimidade, da honra e da imagem continua valendo no ambiente profissional. A exposição do corpo não vira aceitável porque aconteceu durante o expediente.
Um rasgo no tecido virou prova de um rasgo maior no cuidado com o trabalhador.




