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Condomínio solta galinhas-d’angola nas áreas comuns para combater escorpiões, mas fezes, sujeira e risco sanitário viram denúncia: Justiça manda retirar as aves mesmo após aprovação em assembleia

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
21/07/2026
Em Economia
Condomínio solta galinhas-d’angola nas áreas comuns para combater escorpiões, mas fezes, sujeira e risco sanitário viram denúncia: Justiça manda retirar as aves mesmo após aprovação em assembleia

Regra sanitária que prevalece sobre decisão de assembleia proibindo a criação urbana de aves.

Uma solução contra escorpiões pode criar outro problema dentro do condomínio? Em Presidente Prudente, moradores aprovaram galinhas-d’angola nas áreas comuns, mas as fezes e os riscos sanitários levaram à retirada das aves. A Justiça entendeu que a assembleia não poderia contrariar as regras de saúde pública.

O que aconteceu no condomínio de Presidente Prudente?

O condomínio colocou galinhas-d’angola nas áreas comuns após uma assembleia aprovar a medida. A intenção era reduzir a presença de escorpiões no local.

Depois, uma denúncia apontou sujeira causada pelas fezes, incômodo aos moradores e risco de aumento de insetos que podem transmitir doenças. A decisão sobre a retirada das galinhas-d’angola informa que a Vigilância Sanitária determinou o fim da criação.

A aprovação dos moradores não fica acima das regras de saúde pública

Por que as galinhas tiveram de ser retiradas?

A fiscalização entendeu que criar aves naquele espaço urbano contrariava regras municipais e estaduais. O condomínio tentou derrubar a ordem, mas perdeu na primeira e na segunda instância.

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A 8ª Câmara de Direito Público manteve a retirada por decisão unânime. Os principais problemas apontados foram:

1
Fezes nas áreas comuns Os resíduos das aves causavam sujeira nos locais usados pelos moradores.
2
Risco sanitário O acúmulo de matéria orgânica pode favorecer insetos e outros animais.
3
Incômodo aos moradores A criação atingia pessoas que não concordavam com a presença das aves.
4
Regra sanitária A aprovação interna não anulava as proibições aplicadas à criação urbana.

A aprovação em assembleia não deveria ser respeitada?

A assembleia pode decidir sobre o uso das áreas comuns, despesas e regras internas. Porém, suas decisões precisam respeitar leis, normas sanitárias e ordens de fiscalização.

No processo, o relator afirmou que a atuação da Vigilância Sanitária ficava acima da vontade aprovada pelos moradores. Isso acontece porque a saúde coletiva não depende apenas da escolha da maioria.

Uma decisão interna pode ser afastada quando:

  • Contraria uma lei: o condomínio não pode autorizar uma atividade proibida no município.
  • Cria risco sanitário: a medida pode atingir moradores, visitantes e trabalhadores.
  • Prejudica terceiros: a maioria não pode retirar direitos básicos da minoria.
  • Desobedece à fiscalização: uma ordem válida precisa ser cumprida ou contestada pelos meios legais.
A presença das aves acabou criando um novo problema dentro do condomínio

Leia também: Mulher tem ovário do lado errado operado durante cirurgia e recebe indenização de R$ 30 mil da Justiça

As galinhas realmente ajudam a controlar escorpiões?

As aves podem comer escorpiões, mas isso não transforma a criação em um método eficiente para condomínios. Os escorpiões costumam sair à noite, enquanto as galinhas são mais ativas durante o dia.

A orientação sobre prevenção contra escorpiões também alerta que as fezes das aves podem atrair insetos ligados a outros problemas de saúde. As diferenças ficam assim:

Come
Galinha encontra o escorpião A ave pode comer o animal quando consegue encontrá-lo.
Ineficiente
Controle permanente Os hábitos em horários diferentes reduzem o encontro entre as espécies.
Com risco
Criação nas áreas comuns Fezes, sujeira e insetos podem criar um novo problema sanitário.
Recomendado
Limpeza e vedação Retirar entulho e fechar acessos reduz abrigo, alimento e entrada.

Como o condomínio pode combater escorpiões sem usar aves?

O controle começa com a retirada de entulho, folhas secas, lixo e materiais acumulados. Ralos, frestas, caixas de energia e buracos também devem ser fechados.

Baratas servem de alimento para escorpiões. Por isso, limpar depósitos e cuidar do lixo ajuda mais do que soltar um novo animal no ambiente. A origem e as características da galinha-d’angola ajudam a identificar a ave envolvida no caso.

Contra escorpiões, trocar uma praga por sujeira não resolve o problema: apenas muda o risco de lugar.

Tags: condomíniodecisão judicialescorpiõesgalinhas-d’angola

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