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Franquia de fast food paga 660 mil após gerente dizer que funcionária era “feia” para sua função ao justificar demissão

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
16/06/2026
Em Economia
Franquia de fast food paga R$ 660 mil após gerente dizer que funcionária era “feia” para sua função ao justificar demissão

Justiça condena empresa por discriminação estética e assédio moral no trabalho.

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Uma franquia de fast food foi condenada a pagar mais de 660 mil pesos, depois que um gerente justificou a demissão de uma maître afirmando que ela não tinha aparência adequada para a função. A decisão reconheceu assédio moral e demissão indireta.

Como ocorreu o caso de discriminação na unidade de alimentação?

O episódio aconteceu em uma hamburgueria do bairro de Palermo, em Buenos Aires, entre 2016 e 2017. Diante de clientes, o gerente disse que uma pessoa feia não poderia ser a cara do restaurante. No dia seguinte, a trabalhadora foi impedida de entrar no estabelecimento.

A empresa Ahumar S.A. foi responsabilizada pela conduta. A Justiça do Trabalho argentina reconheceu violência psicológica continuada, vínculo de emprego informal e demissão indireta após cinco anos de processo na Câmara Nacional de Apelações Trabalhistas.

Quais leis brasileiras protegem contra o assédio estético?

No Brasil, embora não exista norma específica sobre aparência, a Constituição Federal de 1988 protege a dignidade humana contra qualquer forma de preconceito. O artigo 1º, inciso III coloca esse valor como pilar do Estado.

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Os principais mecanismos jurídicos brasileiros aplicáveis a casos parecidos são:

1
Dignidade da pessoa humana Artigo 1º, inciso III, da Constituição Federal, fundamento da República e base para todas as condenações por assédio moral.
2
Proibição de discriminação no trabalho A Lei nº 9.029/1995 proíbe critérios discriminatórios para admitir, dispensar ou tratar empregados.
3
Indenização por dano moral Artigos 223-A a 223-G da CLT regulam a reparação de ofensas à honra do trabalhador.
4
Canais internos obrigatórios A Lei nº 14.457/2022 exige da CIPA medidas de prevenção e apuração de assédio moral e sexual.
5
Rescisão indireta pelo empregado Artigo 483 da CLT permite ao trabalhador deixar o emprego e cobrar todas as verbas como se tivesse sido demitido sem justa causa.

Quais são os sinais de assédio moral no ambiente de trabalho?

O assédio aparece em comentários depreciativos repetidos, isolamento de tarefas e cobranças estéticas inalcançáveis. Quando um gestor usa termos pejorativos sobre o corpo de um subordinado, o ambiente vira hostil e a empresa passa a responder pela conduta.

Diferença entre crítica legítima e violência psicológica

Feedback profissional aponta entregas, prazos e técnica. Já a ofensa à aparência ataca a pessoa e gera abalo emocional comprovável em laudo psicológico, como destaca a literatura sobre assédio moral e a jurisprudência brasileira.

Quanto pode custar para a empresa segundo a Justiça brasileira?

O valor varia conforme a gravidade, o tempo de exposição e o porte da empresa. Casos parecidos no Brasil já geraram condenações de poucos milhares a centenas de milhares de reais, e a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho tem confirmado a maioria delas em recurso.

Veja como a CLT classifica o dano extrapatrimonial em 2026:

Gravidade Teto do dano moral Risco para a empresa
Ofensa leve Comentário isolado Até 3 salários do ofendido Baixo
Ofensa média Conduta repetida Até 5 salários do ofendido Moderado
Ofensa grave Exposição pública Até 20 salários do ofendido Alto
Ofensa gravíssima Discriminação reiterada Até 50 salários do ofendido Crítico

Como o trabalhador deve agir ao sofrer ofensas do gerente?

A vítima precisa reunir provas como mensagens, áudios, prints e depoimentos de colegas que tenham presenciado os fatos. O Ministério Público do Trabalho recebe denúncias de forma sigilosa pelo site e pode iniciar investigação na empresa franqueada.

Registrar datas, horários e nomes das testemunhas facilita a prova em uma reclamação trabalhista. O conteúdo deste artigo é informativo, e cada caso deve ser avaliado por um advogado ou pelo sindicato da categoria antes de qualquer decisão sobre rescisão ou ação judicial contra o empregador.

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Tags: assédio moraldireitosjustiçatrabalho

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