Estado de Minas - Em Alta
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em Alta
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em Alta
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Entretenimento

Sem cimento, uma civilização africana ergueu enormes muralhas de pedra e criou uma cidade que chegou a superar 10 mil habitantes

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
16/08/2026
Em Entretenimento
Pedra, poder e comércio se encontravam em um grande centro medieval do sul africano

Pedra, poder e comércio se encontravam em um grande centro medieval do sul africano

Great Zimbabwe cresceu no sul da África a partir do século XI e virou o centro de um poderoso Estado. No século XIV, sua população já passava de 10 mil habitantes. Suas enormes muralhas de pedra usavam alvenaria de pedra seca, técnica em que os blocos ficam firmes sem argamassa ou outro material ligante.

Onde essa grande cidade africana foi construída?

O sítio fica perto da atual Masvingo, no Zimbábue, em uma região de planaltos ligada historicamente à produção de ouro. O conjunto arqueológico ocupa quase 800 hectares e reúne construções em diferentes pontos da paisagem.

A descrição oficial do Grande Zimbábue divide o sítio em 3 grandes grupos: as Ruínas da Colina, o Grande Recinto e as Ruínas do Vale. Esses espaços tiveram funções e períodos de ocupação diferentes.

A arquitetura monumental dividia áreas de poder, moradia e vida coletiva

Como aquelas paredes ficavam em pé sem cimento?

As pedras eram selecionadas e colocadas em camadas para que o próprio peso e o encaixe mantivessem a estrutura estável. A técnica exige cuidado porque pequenas mudanças na posição dos blocos alteram a distribuição do peso.

Uma ação recente de conservação das paredes de Great Zimbabwe mostra que os restauradores continuam colocando pedras sem argamassa para respeitar a técnica original.

As principais características desse método ajudam a entender a escala da obra:

1
Granito local Os construtores aproveitaram pedra disponível na própria região.
2
Sem material ligante Os blocos eram posicionados sem cimento ou argamassa entre eles.
3
Camadas regulares Parte das paredes recebeu blocos cortados e organizados em fileiras bem definidas.
4
Trabalho especializado A estabilidade dependia da escolha, preparação e posição de cada pedra.

O que existia dentro desse enorme conjunto de paredes?

As muralhas não cercavam apenas espaços vazios. O Grande Recinto tinha áreas de moradia, espaços compartilhados, passagens estreitas e uma grande torre cônica.

Os vestígios ajudam a reconstruir uma cidade com funções diferentes:

  • Moradias: casas feitas com uma mistura de areia de granito e argila ficavam entre as paredes.
  • Pátios: famílias ocupavam áreas próprias dentro dos conjuntos residenciais.
  • Passagens: corredores estreitos controlavam a circulação entre partes dos recintos.
  • Poder: parte da área elevada da colina é associada à residência de governantes.
  • Ritual: outras áreas guardavam objetos ligados a atividades religiosas e simbólicas.

Quem quer entender como uma grande cidade africana foi erguida com enormes muralhas de pedra sem cimento vai curtir este documentário especialmente selecionado da série Os Reinos Perdidos da África, da BBC, com mais de 7,3 mil visualizações nesta versão legendada em português, que percorre as ruínas de Great Zimbabwe e explica a história da civilização que construiu o local:

LeiaTambém

As estruturas mostram um nível de precisão surpreendente para comunidades sem ferramentas metálicas

Sem ferramentas de metal, agricultores de 7.000 anos cortaram carvalhos de até 1 metro e construíram poços com encaixes complexos de madeira

28/08/2026
A concentração dos corpos em uma área pequena tornou o achado ainda mais difícil de explicar

Arqueólogos abriram um fosso de 7.000 anos e encontraram pelo menos 38 esqueletos amontoados, mas dos fósseis tinha algo inesperado

28/08/2026
O ambiente seco permitiu que materiais vegetais frágeis sobrevivessem por milhares de anos

Uma caverna extremamente seca preservou cestos de 9.500 anos e sandálias de aproximadamente 6.200 anos feitas de fibras vegetais

27/08/2026
O sistema combinava uma rampa central com estruturas laterais usadas durante a subida dos blocos

Uma pedreira preservou por 4.500 anos uma rampa com escadas e postes usada para puxar enormes blocos por inclinações superiores a 20%

27/08/2026

Leia também: Uma cidade de quase 1.000 anos cercou seu território com enormes círculos de madeira capazes de marcar o nascer do Sol

O que os achados mostram sobre a riqueza da cidade?

Os objetos encontrados mostram que Great Zimbabwe não estava isolada. Escavações revelaram contas de vidro, porcelana da China e da Pérsia e moedas ligadas a Kilwa, na costa oriental africana.

Esses vestígios combinam com a posição da cidade em uma região ligada ao ouro e a redes de comércio de longa distância.

Colina
Área ligada ao poder Os recintos elevados são associados a governantes e atividades rituais.
Século XIV
Grande Recinto Reunia paredes monumentais, moradias, áreas coletivas e a torre cônica.
Comércio
Objetos vindos de longe Porcelana, contas e moedas ligam a cidade a rotas muito além do interior africano.
Confirmado
Construção africana A pesquisa arqueológica liga o conjunto às populações xona que viveram na região.

Por que Great Zimbabwe é tão importante para a história africana?

O sítio reúne arquitetura monumental, uma população urbana numerosa e provas de comércio distante em uma mesma paisagem. A história geral do Grande Zimbábue também ajuda a situar o local entre os grandes centros políticos do sul da África medieval.

As pedras ficaram sem cimento; a cidade, porém, estava ligada a um mundo muito maior do que suas muralhas.

Tags: África medievalarqueologiaarquitetura antigaGreat Zimbabwe

Estado de Minas

Política Economia Internacional Nacional Cultura Saúde e Bem Viver EM Digital Fale com EM Assine o Estado de Minas

Entretenimento

Entretenimento Famosos Séries e TV Cinema Música Trends Comportamento Gastronomia Tech Promoções

Estado de Minas

Correio Braziliense

Cidades DF Política Brasil Economia Mundo Diversão e Arte Ciência e Saúde Eu Estudante Concursos Concursos

Correio Web

No Ataque

América Atlético Cruzeiro Vôlei Futebol Nacional Futebol Internacional Esporte na Mídia Onde Assistir

Vrum

Classificados MG Classificados DF Notícias

Lugar Certo

Classificados MG Classificados DF

Jornal Aqui

Cidades Esporte Entretenimento Curiosidades

Revista Encontro

Notícias Cultura Gastrô

Tv Alterosa

Alterosa Alerta Jornal da Alterosa Alterosa Esporte

Sou BH

Tupi FM

Apresentadores Programação PodCasts Melhores da Bola Tupi

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Gerais
  • Política
  • Economia
  • Nacional
  • Internacional
  • DiversEM
  • Saúde
  • Colunistas
  • Cultura
  • BBB
  • Educação
  • Publicidade Legal
  • Direito e Justiça Minas
  • Regiões de Minas
  • Opinião
  • Especiais
  • #PRAENTENDER
  • Emprego
  • Charges
  • Turismo
  • Ciência
  • Feminino e Masculino
  • Degusta
  • Tecnologia
  • Esportes
  • Pensar
  • Podcast
  • No Ataque
    • América
    • Atlético
    • Cruzeiro
  • Agropecuário
  • Entretenimento
  • Horóscopo
  • Divirta-se
  • Apostas
  • Capa do Dia
  • Loterias
  • Casa e Decoração
  • Mundo Corporativo
  • Portal Uai
  • TV Alterosa
  • Parceiros
  • Blogs
  • Aqui
  • Vrum
  • Sou BH
  • Assine
  • Anuncie
  • Newsletter
  • Classificados
  • Clube do Assinante
  • EM Digital
  • Espaço do Leitor
  • Fale com o EM
  • Perguntas Frequentes
  • Publicidade Legal Aqui
  • Conteúdo Patrocinado
  • Política de privacidade

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.