O Pé-de-Meia Universitário deve virar realidade a partir de 2027. O projeto cumpre uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro da Educação, Leonardo Barchini, confirmou a novidade em entrevista concedida na quarta-feira (4/11) ao programa "Bom dia, ministro".

Segundo Barchini, a ampliação do programa para graduandos era estudada há quatro anos. O benefício terá como público prioritário quem está no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal) e cursa o ensino superior em universidades federais.

O anúncio levou o termo “Pé-de-Meia Universitário” à lista dos mais buscados no Google Brasil. Segundo o Google Trends, houve um aumento de mais de 800% nas buscas em duas horas.

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A medida surge no momento em que estudantes vindos da escola pública já formam a maioria dos matriculados nas instituições federais.

“Como esse perfil de estudante mudou, precisamos dar outro tipo de assistência para que esse estudante permaneça. Porque acessar é uma das etapas que esse estudante vence, mas permanecer é uma outra batalha igualmente difícil”, avaliou o ministro da Educação.

Valores do benefício para universitários

A estrutura definida para o programa estabelece os seguintes repasses:

  • bolsa frequência: valor de R$ 700 por mês, repassado durante 10 meses ao longo do ano letivo;

  • poupança mensal: quantia de R$ 250 por mês, guardada durante 10 meses e retida em conta poupança;

  • resgate final: saque de R$ 10 mil, somado à correção inflacionária, liberado ao universitário que concluir a graduação em quatro anos, facilitando o início da vida profissional.

Mudanças previstas para o ensino médio

O Pé-de-Meia voltado aos estudantes do Ensino Médio também passará por reformulações a partir de março de 2027. A proposta visa universalizar o programa, alcançando todos os matriculados dessa etapa na rede pública de ensino, sem restringir os pagamentos apenas aos inscritos no CadÚnico.

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“Em uma sala de aula, às vezes, 20 estudantes recebem [o Pé-de-Meia], quatro a cinco não recebem. Isso gerava uma competição adversa nesses estudantes e uma situação de iniquidade. Por determinação do presidente, nós estamos estudando as formas de implementação, mas esse benefício será universalizado”, explicou Barchini.

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