316 vagas

Governo autoriza novos concursos para o Banco Central e a Receita Federal

Serão 146 vagas para a Receita Federal e 170 vagas para o Banco Central. Edital de abertura deverá ser publicado em até seis meses

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo federal autorizou nesta segunda-feira (6/7) a realização de concursos públicos com 316 vagas para a Receita Federal e o Banco Central, em reforço das equipes dos órgãos após o escândalo do Banco Master. 

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O edital de abertura deverá ser publicado em até seis meses. Serão, ao todo, 146 vagas para a Receita, distribuídas entre 116 para analista tributário e 30 para auditores fiscais, de nível superior. No caso do BC, serão 170 vagas, 100 para auditor e 20 para procurador, ambas de nível superior e 50 para técnico, de nível intermediário.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, parte delas vai será direcionada para a área de supervisão bancária, uma vez que a atuação do BC sobre instituições financeiras voltou ao centro do debate após a crise do Master. Houve integrantes da autoridade monetária que defenderam o fortalecimento das equipes, depois do que foi considerado uma série de falhas na fiscalização do sistema financeiro. 

O Banco Central pedia um número ainda maior de vagas, 560, no total. Segundo a entidade, isso ajudaria a recompor um quadro que vem sendo reduzido ao longo do tempo, devido às aposentadorias e à redução na contratação de funcionários. 

Conforme revelou a Folha de S.Paulo, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) também terá seu quadro reforçado por cerca de 50 técnicos. O órgão é outro que foi criticado por não ter agido em relação às fraudes envolvendo o Master, principalmente em operações feitas por meio dos fundos de investimento ligados à instituição financeira. 

As novas contratações na autarquia seriam um esforço para atender às demandas do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, que estabeleceu plano de reestruturação para a comissão. 

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O Banco Central também mantém a articulação política em torno da PEC da autonomia, que amplia a autonomia administrativa, orçamentária e financeira da instituição. A proposta foi aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado em 2026 e aguarda votação no plenário.

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