A prisão preventiva de Daniel Vorcaro, decretada nesta quarta-feira (4/3), foi fundamentada em mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro que indicariam a articulação de ações violentas contra pessoas consideradas por ele como adversárias. As informações são do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a partir de representação da Polícia Federal. Segundo a investigação, Vorcaro integrava um grupo de WhatsApp chamado “A turma”, no qual teriam sido discutidas estratégias para intimidar e agredir alvos específicos, entre eles, jornalistas.
As conversas, de acordo com os investigadores, indicam planejamento de abordagens que simulassem situações criminosas para encobrir a motivação real das ações.
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Em um dos episódios descritos na decisão, o ex-banqueiro teria autorizado a execução de uma falsa tentativa de assalto contra uma das vítimas.
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Ainda conforme a apuração, participavam do grupo um ex-diretor do Banco Central do Brasil, um ex-chefe de departamento da mesma instituição e um policial civil aposentado. Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro e também alvo de mandado de prisão, integrava o grupo.
