COMIDA, BEBIDA E FUTEBOL

Chefs revelam o que não pode faltar para assistir aos jogos da Copa

Já pensou como donos de bares e restaurantes de BH assistem aos jogos da Copa? A gente te conta a seguir!

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Nesta quinta-feira (11/6), quando começa oficialmente a Copa do Mundo de 2026, não se fala nem se pensa em outra coisa. Claro que não ficaríamos de fora do tópico mais quente do momento, afinal de contas, as bebidas e as comidas são presença garantida – e primordial – nesses momentos de celebração e união que envolvem a competição mundial de futebol.

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Entre donos de bares e restaurantes de BH – muitos transmitem jogos da Copa – cerveja gelada e uma boa porção para compartilhar são unanimidade do que não pode faltar para assistir às partidas.
Há também, no entanto, quem prefira um docinho com café, como é o caso de Helena Avelar e Renata Penido, sócias da Ambar Chocolate, loja localizada no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul de BH.

O chocolate é consenso entre as duas para qualquer ocasião, inclusive para assistir aos jogos da Copa. Enquanto Helena, porém, aposta na harmonização com o café, Renata prefere a combinação com os vinhos, especialmente pelo fato de boa parte dos jogos serem à noite. “Acho que a Copa tem muito disso, de se reunir com amigos e cada um levar uma coisinha. Eu levaria os nossos chocolates, trabalho com isso há mais de 20 anos e as pessoas já esperam por eles”, acrescenta Renata.

Coleção temática

São oito bombons de cores e recheios diferentes criados especialmente para esta Copa do Mundo pela Ambar Chocolate
São oito bombons de cores e recheios diferentes criados especialmente para esta Copa do Mundo pela Ambar Chocolate Nanda Abdo/Divulgação

A dupla lançou uma coleção especial para a Copa do Mundo de 2026 com oito bombons (R$ 9, cada) inspirados em países participantes. “Trouxemos referências da bandeira da cada um deles para a pintura do bombom e de sabor para o recheio”, explica Helena.

A Turquia é representada por um bombom que leva ganache de rosas e duja (mistura de chocolate com uma pasta de oleaginosa) de pistache. A criação da Austrália tem recheio de pavlova, feito com suspiro, ganache de chocolate branco e crocante de morango (há uma disputa entre esse país e a vizinha Nova Zelândia de onde teria surgido essa famosa sobremesa, por isso, foi escolhida pela dupla para compor o doce “australiano”).

O bombom desenvolvido com inspiração em Portugal é composto por ganache com chocolate caramelizado e duja crocante com massa folhada e canela (em referência ao Pastel de Belém); enquanto o da Bélgica é recheado com batata chips e chocolate branco.

A Colômbia foi homenageada com um bombom recheado de ganache de chocolate branco e chocolate preto, ambas com café. O doce da Argentina, por sua vez, leva caramelo de doce de leite e biscoito – como os tradicionais alfajores. O do Japão tem recheio de cereja e ganache de chocolate branco, fazendo alusão às cerejeiras do país.

Já o bombom Brasil é composto por cocada e maracujá. “Nunca usamos leite condensado na Ambar, mas nesse caso a gente precisava de fazer um beijinho. Abrimos uma exceção e trouxemos essa identidade brasileira”, destaca Renata.

As sócias da Ambar colocaram “pitadas” de referências ao Dia dos Namorados, celebrado amanhã (12/6), na ação da Copa. O crocante de caramelo com castanha-de-caju coberto com chocolate 42% ao leite com cumaru (R$ 108), sucesso da casa, por exemplo, ganhou uma embalagem verde e amarela com os dizeres “paixão nacional”.

Frituras e chope

Frituras, chope e caipirinha são parte do que será servido no Bar Pirex ao longo do mundial de futebol
Frituras, chope e caipirinha são parte do que será servido no Bar Pirex ao longo do mundial de futebol Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

A primeira Copa do Mundo do Bar Pirex, no Centro da capital mineira, vai ter programação especial. À frente da cozinha da casa, Isabela Rocha, conta que chope e frituras são primordiais, na sua opinião, para assistir aos jogos do mundial. Por isso mesmo, essas preferências vão “invadir” a cozinha do bar.

Mandioca frita com queijo, frango à passarinho, coxinha de frango com catupiry, pastel de carne, risole de milho, torresmo e linguiça acebolada… Esses grandes clássicos brasileiros foram escalados para o menu especial para a Copa. O prato mais ligado ao futebol mineiro, o tropeiro, também será servido em cumbuquinhas no Pirex. “A gente quis trazer esse prato tradicional do Mineirão para cá”, reforça Isabela.

A ideia da chef é que, a cada jogo da seleção, seja criado um prato que homenageia a seleção adversária. No caso do Marrocos, por exemplo, o primeiro a enfrentar o Brasil (no próximo sábado, 13/6), será servido o Maakouda: discos de batata fritos e acompanhados de suco de limão e coentro. Até o fechamento desta matéria, os valores dos pratos especiais da Copa não foram definidos.

Cerveja gelada

Língua, pamonha frita e salada: prato da Porca Voadora é perfeito para compartilhar e acompanhar a cerveja
Língua, pamonha frita e salada: prato da Porca Voadora é perfeito para compartilhar e acompanhar a cerveja Victor Schwaner/Divulgação

Para Bruna Rezende, chef à frente do bar A Porca Voadora, localizado na Serra, Região Centro-Sul de BH, nunca pode faltar cerveja gelada e petiscos para compartilhar para assistir à Copa. “Acho legal uma comida que você consiga comer ao longo do dia acompanhando a cerveja, como o torresmo ou mesmo comidas mais leves como pães e molhinhos para ‘xuxar’”.

No cardápio de seu bar, ela destaca o Conosquinho (R$ 40), barriga de porco lambuzada no caramelo de molho de ostra, e a polenta frita com língua e saladinha (R$ 57), outra excelente opção para petiscar com a turma.

A Porca Voadora, aliás, vai exibir jogos da Copa durante o seu horário de funcionamento – esse vai ser o primeiro mundial do bar. Nos jogos do Brasil, algumas ações especiais vão acontecer, como sorteios e o clássico bolão. Um dos possíveis brindes, conforme Bruna nos conta, é uma camisa do bar no tema da Copa.

O clima de competição também vai chegar à cozinha. Ao menos no primeiro jogo do Brasil, que será contra a seleção do Marrocos, no sábado (13/6), cada uma das cozinheiras vai servir seu sanduíche (R$ 38, cada), e o público elegerá o melhor.

A criação de Josi mistura o pão de queijo, bife acebolado, tomate, alface, ovo e batata frita. O sanduba de Andresa leva baguete, maionese, lombo, abacaxi empanado e farofa de bacon; e o de Tania tem baguete, costela bovina desfiada, cebola, queijo curado e geleia de acerola.

Reinauguração

A carne de panela com mandioca é um dos grandes clássicos do Bar do Salomão
A carne de panela com mandioca é um dos grandes clássicos do Bar do Salomão Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press

A chegada da Copa do Mundo veio para casar perfeitamente com a reabertura do tradicional Bar do Salomão, na Serra, Região Centro-Sul de BH. A casa anunciou que mudaria de endereço ainda no último ano e, depois de muita espera, sobretudo dos frequentadores e da torcida atleticana, o dia da reinauguração está mais perto que nunca – é amanhã (12/6).

Salomão Jorge Filho, à frente da casa tradicional, chega para a Copa com muita energia e expectativa alta. “Tenho certeza que o bar vai encher e já estou me preparando para isso. Vai ter gente que vem pela Copa e também para matar a saudade”.

Os preparativos para transmitir os jogos envolve, obviamente, as televisões espalhadas pelo estabelecimento (são três), mas também a fartura no que é servido. “Vamos funcionar com o cardápio completo: picanha na chapa, carne de panela, língua, moela, rabada, bolinho de bacalhau, pastel de angu… (até o fechamento desta matéria, os valores dos pratos não foram definidos)”.

O favorito de Salomão, que não pode ficar de fora da Copa, é a Rabada com agrião. “Sou fanático por ela, é a minha especialidade”. A cerveja gelada também é assunto sério para o proprietário do bar. “Não pode faltar”.

Torcidas sul-americanas

Em uma cidade como Belo Horizonte, além da torcida brasileira, há diversos “refúgios” de torcedores estrangeiros. Nesses espaços, a comida e a bebida atingem um patamar importante, que supera o sabor, se tornam símbolos de identificação cultural e união.

Muitos “hermanos argentinos” que por aqui vivem, devem se encontrar no Massa Madre, restaurante localizado no Prado, Região Oeste de BH, comandado pelo argentino Gastón Almada.

Na última Copa do Mundo, foi exatamente isso que aconteceu: a casa se tornou ponto de encontro de torcedores portenhos. “No primeiro jogo, éramos 20 pessoas. Esse número foi crescendo e, na final, antes mesmo de eu abrir a casa já tinham jornalistas esperando na porta. Foi insuperável ". Naquela ocasião, inclusive, Gastón destaca o número expressivo de brasileiros que torceram para o país vizinho. “Se não torciam pela Argentina, era pelo Messi”.

Por coincidência ou não, a edição do mundial no Catar, em 2022, que foi a primeira transmitida no Massa Madre, rendeu o troféu à Argentina. “Confesso que tenho a intenção de mudar de loja, mas quis esperar o fim desta Copa de 2026 por superstição”, brinca o proprietário.

Clássicos

Assim como acontece na Argentina, no Massa Madre as empanadas de carne são sugeridas para acompanhar a transmissão dos jogos
Assim como acontece na Argentina, no Massa Madre as empanadas de carne são sugeridas para acompanhar a transmissão dos jogos Gastón Almada/Divulgação

Um dos principais produtos de Gastón, as empanadas, são justamente uma das preferências dos argentinos em situações como os encontros proporcionados pela Copa do Mundo. “Normalmente, na Argentina, consumimos as de carne com azeitona, ovo e cebola”.

O churrasco, tão amado no Brasil, também é tradicional no país sul-americano. Para acompanhar, cerveja ou a tradicional mistura de Fernet (licor amargo elaborado com ervas diversas) com Coca.

Para os argentinos que estiverem aqui, ou mesmo quem quiser viver uma imersão na cultura gastronômica e futebolística do país, o estabelecimento vai servir as tradicionais empanadas (R$ 14, a unidade), o Fernet com Coca (R$ 25) e cerveja Quilmes (argentina, por R$ 14), como faz normalmente, ao longo desta Copa do Mundo.

Tradição colombiana

As empanadas colombianas, como as servidas por Juan Hoyos, são fritas e feitas com farinha de milho
As empanadas colombianas, como as servidas por Juan Hoyos, são fritas e feitas com farinha de milho Juan Hoyos/Divulgação

Há poucos meses, Belo Horizonte ganhou um espaço dedicado à culinária colombiana. O Juan Hoyos é um restaurante no Santa Tereza, Região Leste da cidade, comandado pelo chef que dá nome à casa.

Lá, os jogos da Copa serão transmitidos ao longo do horário de funcionamento – e todas as partidas da Colômbia serão garantidamente transmitidas. “Na última Copa, quando a Colômbia não estava, torci para o Brasil. Nesta também vou torcer, mas quando encontrar a Colômbia, não vai ter jeito”, conta Juan.

Para acompanhar as partidas, as sugestões do chef seguem o que manda a tradição no seu país. Assim como aqui, cerveja gelada (R$ 14) e preparos fritos casam bem com essa ocasião. As empanadas (feitas com farinha de milho e fritas, diferentemente das argentinas), são vendidas com os recheios de carne com batata ou frango (R$ 10, a unidade).

Outra opção para quem quiser torcer e comer como um colombiano são os patacones (R$ 35), discos de banana-da-terra prensada fritos e servidos com guacamole (que na Colômbia leva coentro).

Bolão dos chefs – Quem ganha a Copa de 2026?

  • Helena Avelar – Espanha
  • Renata Penido – Brasil
  • Isabela Rocha – Brasil
  • Bruna Rezende – Brasil
  • Salomão Jorge Filho – Brasil
  • Gastón Almada – Espanha
  • Juan Hoyos – Colômbia

Anote a receita: fondant de mandioca com queijo do Bar Pirex

Fondant de mandioca do Bar Pirex
Fondant de mandioca do Bar Pirex Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

Ingredientes:

  • 1kg de mandioca amarela cozida;
  • 400g de manteiga sem sal;
  • Sal e pimenta-do-reino a gosto; 
  • 100g de parmesão.

Modo de fazer:

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  • Cozinhe a mandioca até ficar bem macia, tirando o pavio que fica no meio do tubérculo.
  • Deixe amornar e com luvas amasse a mandioca até obter um purê mais grosso e liso.
  • Tempere a gosto e molde em formas retangulares, forradas com plástico filme.
  • Resfrie, desenforme e corte em palitos.
  • Frite em óleo a 180 ºC até dourar. Silva com uma “nuvem’ de queijo parmesão ralado.

*Estagiária sob supervisão da editora Isabela Teixeira da Costa

Serviço

  • Ambar Chocolate (@ambarchocolate)
  • Rua Bernardo Guimarães, 229, Funcionários
  • (31) 98302-9549
  • De segunda a sexta, das 9h às 18h
  • Sábado, das 9h às 14h
  • Bar Pirex (@barpirex)
  • Avenida Amazonas, 1049, loja 54, Centro
  • Terça, das 11h30 às 15h
  • De quarta a sexta, das 11h30 às 15h e das 18h à 0h
  • Sábado, das 12h à 0h
  • Domingo, das 12h às 18h
  • A Porca Voadora (@aporcavoadorabar)
  • Rua do Ouro, 1709, Serra
  • (31) 98380-5775
  • Quarta, das 18h às 23h30
  • Quinta, das 12h às 16h e das 18h às 23h30
  • Sexta e sábado, das 12h às 23h30
  • Domingo, das 12h às 17h
  • Bar do Salomão (@bardosalomaobh)
  • Rua Capivarí, 47, Serra
  • De segunda a sábado, das 8h à 0h
  • Massa Madre (@massamadrebh)
  • Rua Rio Negro, 640, Prado
  • (31) 98379-5002
  • De quarta a sexta, das 12h às 15h e das 17h às 22h30
  • Sábado, das 12h às 17h
  • Juan Hoyos Culinária Colombiana (@juanhoyos.col)
  • Rua Eurita, 410, Santa Tereza
  • (31) 99135-3662
  • De quarta a sexta, das 14h às 20h
  • Sábado, das 10h às 17h
  • Domingo, das 10h às 16h

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