SÍNDROME DE LI-FRAUMENI

Isabel Teixeira revela por que retirou as mamas de forma preventiva

Com alteração genética que eleva risco de câncer, a atriz adotou hábitos saudáveis e mostra como a prevenção precoce pode salvar muitas vidas

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A atriz Isabel Teixeira, que está no ar em “Quem ama cuida”, decidiu adotar medidas preventivas após descobrir uma alteração genética que eleva o risco de desenvolver câncer ao longo da vida. Mesmo sem apresentar a doença, ela realizou a retirada das mamas. A intervenção cirúrgica foi uma das estratégias adotadas após a confirmação do diagnóstico da síndrome de Li-Fraumeni.

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A condição clínica é causada por uma mutação no gene TP53, responsável por atuar como uma espécie de "guardião" contra falhas na multiplicação celular. Quando esse mecanismo de proteção não opera de forma correta, cresce a probabilidade de surgimento de tumores em diferentes órgãos.

O alerta para a atriz surgiu do histórico familiar. A avó morreu em decorrência da doença em 2005 e a mãe faleceu vítima de câncer em 2006. Diante desse cenário, Isabel Teixeira optou por investigar a possibilidade de carregar uma predisposição genética hereditária.

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"Num primeiro momento, eu fiquei sem chão", recordou a artista ao comentar o resultado do exame genético em entrevista ao podcast “Isso é Fantástico”.

Mudanças na rotina e impacto familiar

Após receber a confirmação clínica, a atriz adotou alterações imediatas na rotina. Parou de fumar, abandonou o consumo de bebidas alcoólicas e passou a praticar atividades físicas com regularidade, além de realizar o procedimento cirúrgico preventivo nas mamas para reduzir os riscos associados à síndrome.

Em seguida, surgiu a apreensão sobre a possibilidade de os filhos herdarem a mesma condição genética. Os testes realizados mostraram que apenas a filha apresentou a alteração.

"Meu filho deu negativo e minha filha deu positivo. Também é um outro choque", contou a atriz sobre o momento.

Prevenção precoce e acompanhamento

Especialistas explicam que o diagnóstico da alteração genética não representa uma sentença de doença. A meta principal é mapear pessoas com maior risco para assegurar acompanhamento contínuo e propiciar a identificação precoce de possíveis tumores, o que aumenta as chances de sucesso.

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A própria Isabel Teixeira declarou que aprendeu a conviver com essa realidade e que o receio não impede suas ações diante da probabilidade de enfrentar a enfermidade no futuro. "Talvez eu tenha câncer. Esse é um medo que não me paralisa, porque eu acredito que a prevenção também é cura", afirmou.

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