8 hábitos simples que ajudam a proteger a saúde das mamas
Para a hematologista Lavinia Lustosa Bergier, prevenção vai além dos exames e passa também pelos hábitos do dia a dia
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Com o Outubro Rosa, cresce o alerta para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Embora nem todos os casos possam ser evitados, especialistas destacam que hábitos saudáveis e o acompanhamento médico regular podem reduzir fatores de risco e aumentar as chances de identificação da doença em fases iniciais.
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Segundo a hematologista Lavinia Lustosa Bergier, a prevenção começa muito antes dos exames. "Prevenção não acontece apenas no consultório. Ela começa nas escolhas que fazemos diariamente, desde a prática de atividade física até a realização dos exames recomendados para cada faixa etária", explica.
Confira abaixo oito hábitos que podem ajudar a proteger a saúde das mamas:
1. Cuide do peso, sem neura
Manter o peso saudável é uma das formas mais eficazes de reduzir o risco. O excesso de gordura corporal, principalmente depois da menopausa, está associado a mais chances de desenvolver câncer de mama. A ideia não é perseguir um corpo perfeito, e sim buscar equilíbrio ao longo da vida.
2. Tire o corpo do sofá
Não precisa virar atleta. A Organização Mundial da Saúde recomenda pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana, pouco mais de 20 minutos por dia. Vale caminhar, dançar, pedalar e até trocar o elevador pela escada. O melhor exercício é aquele que você gosta de fazer.
3. Pegue leve no álcool
Quando o assunto é câncer de mama, não existe dose de bebida totalmente segura. Isso não quer dizer abrir mão de tudo, mas vale lembrar: quanto menos, melhor.
4. Dê adeus ao cigarro
O tabagismo está ligado a vários tipos de câncer, inclusive o de mama. E nunca é tarde para parar: os benefícios aparecem em qualquer idade, e o sistema de saúde oferece apoio para quem quer largar o hábito.
5. Amamente, se puder
A amamentação faz bem ao bebê e também à mãe, porque funciona como um fator de proteção contra o câncer de mama. Cada mulher tem sua história e seus limites, mas, sempre que possível, amamentar é um presente para os dois.
6. Hormônio só com orientação médica
A reposição hormonal pode aliviar os sintomas da menopausa, mas nada de usar por conta própria. Quem indica e acompanha é o médico, que avalia caso a caso os riscos e os benefícios.
7. Conheça o seu corpo
Observar e tocar as mamas no dia a dia, no banho ou em frente ao espelho, ajuda a perceber quando algo está diferente. Fique de olho em nódulos, retração do mamilo, secreção, vermelhidão ou pele com aspecto de casca de laranja. Notou alguma mudança? Procure atendimento sem esperar. Só não esqueça: esse autoconhecimento é um ótimo aliado, mas não substitui a mamografia.
8. Exames em dia e histórico na conversa
A mamografia é a principal ferramenta para encontrar o câncer de mama bem no início, quando as chances de cura são maiores. O Ministério da Saúde recomenda o exame de rastreamento a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos, e sociedades médicas defendem a mamografia anual a partir dos 40. Tem casos de câncer de mama ou de ovário na família? Conte ao seu médico, porque pode ser indicado começar o acompanhamento mais cedo ou fazer aconselhamento genético.
"O diagnóstico de câncer não chega sozinho. Ele vem acompanhado de perguntas, de medo, de uma mudança brusca na vida da paciente e da família inteira. O tratamento clínico é essencial, mas é o acolhimento que dá a essa pessoa condições de atravessá-lo com mais força. Uma paciente que se sente ouvida adere melhor ao tratamento, confia mais na equipe e não desiste de si mesma", afirma Lavinia.
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