ALÉM DA ESTÉTICA

Outubro Rosa: saúde das mamas também envolve autoestima e qualidade de vida

Cirurgiã plástica explica como diferentes condições das mamas podem afetar a rotina, a imagem corporal e o bem-estar das mulheres

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O Outubro Rosa reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, mas o cuidado com a saúde das mamas vai além da identificação e do tratamento da doença. Alterações no tamanho, no formato e na aparência das mamas também podem interferir na mobilidade, na realização de atividades cotidianas, na escolha de roupas e na forma como a mulher se relaciona com o próprio corpo.

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Para a cirurgiã plástica Cristiane Gusmão, a avaliação deve considerar não apenas os aspectos físicos, mas também os impactos que determinadas condições podem provocar na qualidade de vida. Mamas muito volumosas, por exemplo, podem estar associadas a dores nas costas, nos ombros e no pescoço, marcas provocadas pelas alças do sutiã e limitações para a prática de atividades físicas.



Mais do que uma questão estética


A mamoplastia redutora pode proporcionar benefícios que vão além da redução do volume das mamas. Mulheres que evitavam correr, caminhar ou praticar determinados exercícios em razão do desconforto podem conquistar maior liberdade de movimento após a cirurgia, conforme a evolução do pós-operatório e a orientação médica.


A literatura médica associa a mamoplastia redutora à melhora de sintomas musculoesqueléticos e de aspectos psicológicos e funcionais. “O benefício pode ser muito mais amplo do que simplesmente diminuir o tamanho das mamas. Muitas pacientes relatam maior liberdade para caminhar, correr, praticar exercícios físicos e realizar atividades do dia a dia. Também pode haver melhora da autoestima, da imagem corporal e da qualidade de vida”, afirma Cristiane.



A escolha de roupas, peças íntimas e biquínis também pode se tornar mais confortável. Para algumas mulheres, a cirurgia representa a possibilidade de realizar atividades que antes eram evitadas por desconforto físico ou constrangimento. A indicação, no entanto, deve ser individualizada, considerando as características de cada paciente, suas queixas, expectativas e condições clínicas.


Outubro Rosa também é sobre olhar para si


A campanha de conscientização também pode ser um momento para que as mulheres observem as próprias mamas e mantenham o acompanhamento médico em dia. Alterações percebidas no corpo devem ser avaliadas por um profissional de saúde, e os exames de rastreamento devem seguir as recomendações médicas de acordo com idade, histórico familiar e fatores de risco.


A especialista ressalta que autoestima não deve ser confundida com a busca por um padrão estético. A cirurgia plástica deve considerar a individualidade, as necessidades e o momento de cada paciente, com indicação médica responsável e expectativas realistas.

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Assim, o Outubro Rosa pode ser compreendido como um convite ao cuidado integral. Mais do que lembrar a importância dos exames e do diagnóstico precoce, a campanha abre espaço para discutir como a saúde das mamas se relaciona com mobilidade, bem-estar, autoestima, imagem corporal e qualidade de vida


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