ETAPAS

Jessie J vai fazer nova cirurgia após câncer de mama: entenda

Cantora anunciou que passará pela segunda cirurgia reconstrutiva; procedimento pode exigir mais de uma operação e não significa, por si só, que a doença voltou

Publicidade
Carregando...

A cantora Jessie J anunciou que vai se afastar temporariamente das redes sociais para cuidar da saúde e passar por uma segunda cirurgia de reconstrução da mama após o câncer. A artista britânica de 38 anos foi diagnosticada em 2025, passou por cirurgia e informou, em maio deste ano, que estava livre da doença. Agora, no entanto, passará por mais um procedimento cirúrgico.

Fique por dentro das notícias que importam para você!


Segundo o oncologista clínico Daniel Musse, membro das sociedades brasileira, americana e europeia de oncologia, uma nova cirurgia reconstrutiva não deve ser confundida automaticamente com uma volta do câncer.


“Quando uma mulher fala em segunda cirurgia de reconstrução, muita gente imediatamente pensa que houve alguma piora da doença, e não é necessariamente assim. A reconstrução da mama muitas vezes é feita em etapas. Pode haver uma primeira cirurgia e, depois, outros procedimentos para troca de expansor por prótese, correção de formato, simetria ou ajustes necessários ao resultado final”, explica.



De acordo com o médico, a reconstrução pode começar no mesmo momento da mastectomia ou ser realizada meses depois. Em alguns casos, principalmente quando são utilizados expansores de tecido, são previstas pelo menos duas cirurgias: uma para preparar a região e outra para colocar o implante definitivo. Procedimentos posteriores também podem ser feitos para melhorar a simetria ou reconstruir mamilo e aréola.


“Não existe uma receita única. Tem mulher que consegue fazer a reconstrução imediatamente, outra precisa esperar o organismo se recuperar ou concluir etapas como quimioterapia e radioterapia. O planejamento é individual e precisa considerar primeiro a segurança do tratamento do câncer”, afirma Musse.


O Instituto Nacional de Câncer estima 78.610 novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028. No estado do Rio de Janeiro, são esperados 10.360 casos anuais, sendo 4.510 somente na capital. É o câncer mais incidente entre as brasileiras quando desconsiderados os tumores de pele não melanoma.



Para o oncologista, outro ponto importante é tirar da reconstrução mamária a ideia de um procedimento meramente estético. “Estamos falando de uma mulher que atravessou o diagnóstico de câncer e, muitas vezes, a retirada parcial ou total da mama”, pontua.


“A reconstrução faz parte do cuidado. Para algumas pacientes, recuperar o contorno da mama ajuda na autoestima, na imagem corporal e na retomada da vida depois do tratamento. E também é perfeitamente legítimo que outra mulher não queira reconstruir. Essa decisão precisa ser dela”, explica Daniel.


No Brasil, pacientes submetidas à mastectomia por câncer têm direito à cirurgia reconstrutiva pelo SUS quando houver indicação, e a legislação também prevê reconstrução pela rede dos planos de saúde. O Ministério da Saúde mantém uma estratégia específica para ampliar a realização desses procedimentos após a mastectomia.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia


“Existe um caminho de recuperação física e emocional que pode continuar por meses. O caso da Jessie J ajuda a mostrar justamente isso: depois de tratar a doença, muitas mulheres ainda têm outras etapas pela frente para se sentirem recuperadas e retomarem a vida”, completa.


Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay