CINEMA AMERICANO

Fracasso retumbante de 'Digger' já soma US$ 250 milhões

Filme foi retirado de 2.535 salas na América do Norte. É a pior estreia de um longa estrelado por Tom Cruise em 19 anos

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 “Cave ou morra” é a frase estampada no cartaz brasileiro do filme “Digger”. Dirigida pelo prestigiado Alejandro González Iñárritu e protagonizada por Tom Cruise, o último grande astro do modelo clássico de Hollywood, a produção parece ter chegado ao fundo do poço.

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Passadas apenas duas semanas da estreia, o longa, que deveria ser o blockbuster cult de Cruise, já saiu de cartaz nas principais redes de cinema em Belo Horizonte, restando apenas um horário, às 20h20, na sala 2 do Centro Cultural Unimed-BH Minas.


Serão apenas mais três sessões até quarta-feira (21/10), e “Digger” terá passado sem dizer a que veio. Na América do Norte, o filme teve distribuição drasticamente reduzida no último fim de semana. A Warner Bros. retirou-o de 2.535 salas, restando apenas 786. O corte equivale ao encolhimento de 76% na oferta em relação ao final de semana anterior, quando ele foi exibido em 3.321 telas.


Trata-se de uma das maiores quedas registradas na contagem de salas entre a segunda e a terceira semana de lançamento de grande estúdio.


A retirada se justifica pela bilheteria pífia. Inicialmente orçado em U$ 125 milhões, o filme recebeu sinal verde do estúdio pelo fato de Cruise encabeçar o elenco e de ter Iñárritu na direção. O orçamento, então, saltou para U$ 170 milhões. Some-se a isso outros U$ 100 milhões destinados ao marketing, além de outros custos.



Rombo



“Digger” deve atingir bilheteria mundial de US$ 50 milhões, um rombo na casa dos US$ 250 milhões. Esse resultado coloca o filme entre as arrecadações mais desastrosas da história do cinema. O desempenho foi decepcionante logo de saída. No fim de semana de estreia, no início deste mês, arrecadou US$ 8 milhões nos EUA, contra os US$ 18 milhões a US$ 20 milhões esperados.


No cenário global, o longa fez US$ 12 milhões em 73 mercados. Foi a pior abertura de um filme com Tom Cruise em 19 anos. Antes, o detentor do “título” era “Leões e cordeiros” (2007), dirigido por Robert Redford, estrelado por ele, Cruise e Meryl Streep, que obteve U$ 6,7 milhões na estreia.


O fracasso comercial de “Digger” não foi por falta de empenho da Warner para alavancá-lo. O estúdio, diante da divisão de opiniões da crítica, veiculou campanhas promocionais incentivando o público a tirar suas próprias conclusões.


O filme teve apenas 52% de avaliações positivas no site agregador de críticas Rotten Tomatoes. Apesar do tropeço nas bilheterias, o projeto recebeu apoio de personalidades da indústria cultural, como Anne Hathaway, Ben Affleck e o cantor e compositor Neil Young. Tom Cruise usou suas redes sociais para dizer que se orgulha da produção.



Salvador do mundo


Na trama, o astro americano interpreta o empresário do setor petrolífero Digger Rockwell, o homem mais poderoso do mundo, que provoca catástrofe ambiental de proporções globais devido a operações de sua plataforma no Ártico.

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O bilionário, então, empreende uma corrida contra o tempo para reparar os danos que ele mesmo causou ao planeta. Quer provar que é o salvador da humanidade, antes que a crise saia completamente de controle e ameace o futuro da Terra.



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