As pessoas querem ver coisas reais': Tom Cruise critica avanço da IA no cinema
Em evento da BAFTA sobre sua carreira, astro defendeu o cinema artesanal, alertou sobre o avanço da tecnologia e foi ovacionado de pé
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Em 21 de setembro de 2026, durante um evento 'Life in Pictures' da Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão (BAFTA) em Londres, Tom Cruise foi aplaudido de pé após um discurso de seis minutos sobre o avanço da inteligência artificial. O ator, que estava na cidade promovendo seu novo filme 'Digger', aproveitou a conversa sobre sua carreira de quatro décadas para defender o trabalho artesanal e a conexão humana no cinema.
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A fala do astro acontece em um momento de intenso debate em Hollywood sobre o papel da tecnologia nas produções audiovisuais. Com o crescimento de ferramentas que podem criar imagens, roteiros e até simular atuações, a preocupação sobre o futuro dos profissionais do setor se tornou um tema central.
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O que Tom Cruise disse sobre inteligência artificial?
Em seu discurso, Cruise foi enfático ao afirmar que o público anseia por conexões autênticas. "As pessoas querem ver coisas reais", declarou, ressaltando que "não há nada como o humano". A fala ganhou ainda mais peso ao considerarmos que seu filme anterior, 'Missão: Impossível – O Acerto de Contas Final' (2025), tinha uma inteligência artificial como principal antagonista. Ele defendeu que a tecnologia deve ser uma ferramenta para aprimorar a criatividade, e não para substituir o talento de roteiristas, diretores e artesãos.
O ator, conhecido por dispensar dublês em cenas de ação, usou sua própria carreira como exemplo de dedicação ao ofício. Ele ressaltou que a "magia" do cinema está no esforço humano e na colaboração entre equipes, algo que, segundo ele, a IA não consegue replicar de forma genuína.
Qual a principal crítica do ator ao uso da IA?
A preocupação central de Cruise é que o uso indiscriminado da IA possa desvalorizar o trabalho humano que define a experiência cinematográfica. Para ele, os principais pontos de risco são:
A perda da autenticidade: a substituição de performances e cenários reais por criações totalmente artificiais, o que pode afastar o público da emoção da história.
O enfraquecimento da conexão emocional: o ator acredita que a IA pode criar obras tecnicamente perfeitas, mas sem a alma e as imperfeições que apenas artistas humanos conseguem imprimir.
O impacto nos profissionais: ele destacou a importância de proteger os empregos de milhares de artesãos, desde figurinistas a técnicos de efeitos especiais, que são essenciais para a construção de um filme.
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Sobre o novo filme 'Digger'
Apesar de o foco do evento ser sua carreira, Cruise comentou sobre seu próximo projeto, 'Digger', dirigido pelo aclamado Alejandro González Iñárritu. No filme, ele interpreta Digger Rockwell, um barão do petróleo que precisa evitar uma catástrofe ambiental que ele mesmo causou. Descrito pelo ator como "um dos filmes mais originais e emocionantes" em que já trabalhou, 'Digger' tem estreia brasileira prevista para 1 de outubro de 2026 e já gera expectativas para a temporada de premiações.