Música clássica

Fique pertinho da orquestra

Concertos da Sinfônica no Teatro João Ceschiatti, na quinta e sexta-feira (8 e 9/10), têm a proposta de aproximar a plateia dos músicos

Publicidade
Carregando...

A proximidade entre músicos e público será um dos diferenciais dos próximos concertos da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, que apresenta, nesta quinta e sexta-feira (8 e 9/10), no Teatro João Ceschiatti, programa dedicado a peças de Mozart e Cimarosa, além da estreia mundial de composição do mineiro Rogério Vieira.

Fique por dentro das notícias que importam para você!



Sob regência do maestro André Brant, o grupo vai executar a “Sinfonia nº 35 em ré maior, Haffner”, de Wolfgang Amadeus Mozart, “O maestro de capela”, de Domenico Cimarosa, e “Intimer spaziergang” (“Passeio íntimo”, em português), de Rogério Vieira, compositor e arquivista da Sinfônica.



Revezamento


A orquestra conta com cerca de 70 músicos, mas, neste concerto, haverá revezamento entre os instrumentistas. No máximo 25 estarão no palco ao mesmo tempo.



André Brant explica que o espaço menor permite formação mais próxima daquela para a qual parte das peças foi escrita. “O repertório do período do Classicismo, antes de 1800, era feito para espaços menores. Não existiam teatros tão grandes na época”, diz.



A escolha de Mozart segue essa lógica. A “Sinfonia Haffner” pode ser executada por formação maior, mas é comum que os maestros reduzam o número de intérpretes do compositor austríaco.



No caso do Teatro João Ceschiatti, o formato muda a relação com quem está na plateia. O espectador fica a cerca de um metro dos músicos e acompanha de perto os detalhes da execução.



O maestro André Brant já se apresentou diversas vezes naquele espaço, tanto como músico quanto à frente de uma orquestra. “Cada ambiente tem as suas particularidades. Quando a gente faz concerto no Grande Teatro é de um jeito, no parque é de outro, aqui é outro. Cada um é bom à sua maneira”, afirma.



A abertura fica por conta de “Intimer spaziergang”, composta por Rogério Vieira neste ano, especialmente para a ocasião. A peça de cerca de seis minutos faz sua estreia mundial nos dois concertos.



Segundo Brant, a inspiração surgiu durante viagem de Vieira à Alemanha. O compositor passou por um parque em Berlim, em cujo playground havia instrumentos musicais. Ao brincar com um deles, ouviu a melodia que acabou dando origem à sua composição.



Humor


Depois da peça inédita, a Sinfônica vai tocar “Sinfonia Haffner”, de Mozart. “O maestro de capela”, intermezzo com cerca de 20 minutos de Cimarosa, encerra o programa com humor.



Brant explica que intermezzos eram atração nos intervalos de grandes óperas durante o período Barroco e o início do Classicismo. Trata-se de obra mais curta, leve e divertida, muitas vezes com caráter cômico. “Esta é basicamente a característica do que nós vamos apresentar aqui”, afirma.



A interpretação ficará a cargo do baixo-barítono Fellipe Oliveira, sob direção cênica de Pablo Maritano.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia



“O MAESTRO DE CAPELA”
Concertos nesta quinta e sexta-feira (8 e 9/10), às 19h, no Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro). Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), à venda na plataforma Sympla, além da bilheteria principal e totens do Palácio das Artes.


Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay