Série "Cartografias do corpo" estreia no Centro Cultural UFMG
Produção documental sobre corpo e performance terá exibição integrada à exposição imersiva "Polifonia da presença", nesta quinta (8/10)
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Há uma década, o diretor, roteirista e produtor Leonardo Barcelos tem o corpo como tema central de pesquisa. Dos estudos, surgiram os longas “Corpo presente” e “O que pode o corpo?” e a exposição imersiva “Polifonia da presença”, em cartaz no Centro Cultural UFMG até o próximo dia 23.
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Nesta quinta-feira (8/10), ele lança a série documental “Cartografias do corpo”, que, com os dois longas anteriores, forma a Trilogia do Corpo .
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A exibição dos dois primeiros episódios – “Corpo em performance” e “Conexões corporais” – será a partir das 18h, em meio à instalação. Após as sessões, o professor Eduardo de Jesus realiza a mediação do bate -papo “O corpo como arquivo, território e fronteira” com Barcelos, Carlos Mendonça, Hélio Lauar e Ana Luísa Santos.
Com roteiro de Leonardo Barcelos, Laura Coggiola e Tiago Tereza, o documentário é composto por 13 episódios, com 26 minutos cada um, e as temáticas transitam entre diferentes definições do corpo no mundo contemporâneo. A direção de fotografia é assinada por Vagner Jabour e Barão Fonseca, enquanto a direção de arte tem as assinaturas de Nathalia Larsen e Leonardo Barcelos.
“Durante a pesquisa, passamos a nos encontrar com alguns acadêmicos e nos aprofundamos em certos assuntos. Uma coisa foi levando a outra e começamos a ver o caminho mais certo para direcionar a pesquisa, que seria via arte e via performance, que é a forma de arte mais completa, vamos dizer assim”, afirma Leonardo.
A série se dedica ao trabalho de artistas como Marina Abramovi?, Zé Celso Martinez Corrêa, Lygia Clark, ORLAN, Berna Reale, Jo Clifford, Edgar Xacriabá, Zahy Tentehar, Ayrson Herácliro, Jup do Bairro, Paula Garcia, Ana Luísa Santos e Marco Donnarumma. Na posição de especialistas, integram os episódios Erika Hilton, Ailton Krenak, Suely Rolnik, Paula Sibilia, Hélio Lauar e Carlos Mendonça.
A escolha de fechar a trilogia com o formato de série foi feita com base no volume de materiais e temas que poderiam ser explorados. Com 13 episódios, o roteirista teve a chance de abordar com mais profundidade assuntos que não caberiam em um longa.
RITUAIS
“Falamos de biotecnologia, de próteses, de avatar, de corpo e representatividade, questões negras, trans e de territórios. Falamos também da arte como cura, de que forma rituais feitos por artistas ajudam algumas vítimas a se curarem de traumas”, diz Barcelos. O documentário ainda aborda temas como a diáspora africana e a luta por território que, em sua opinião, tem muita relação com o corpo.
Os episódios serão exibidos durante a exposição, onde também estarão disponíveis para acesso por QR Code. Eles dialogam com a estrutura da instalação, dividida em quatro núcleos: “A origem”, “A matéria”, “O outro” e “A voz”.
“A exposição é quase uma continuação da pesquisa. Os filmes já trabalhavam com instalação em seus percursos, então acabou que transferimos naturalmente o conteúdo, de forma que o espectador consegue ver na tela ou pode entrar na obra. Ele vira parte daquilo, pode trafegar por ela, se misturar com os reflexos e com as imagens, ver areia, ver fumaça”, afirma o diretor.
Leonardo Barcelos está em negociações para exibir a série em canais de TV.
ESTREIA “CARTOGRAFIAS DO CORPO”
Exibição dos dois primeiros episódios nesta quinta-feira (8/10), às 18h, no auditório do Centro Cultural UFMG (Avenida Santos Dumont, 174, Centro). Em seguida, bate-papo com Leonardo Barcelos, Carlos Mendonça, Hélio Lauar e Ana Luísa Santos. Entrada gratuita.
“POLIFONIA DA PRESENÇA”
Exposição em cartaz até 23/10, no Centro Cultural UFMG (Avenida Santos Dumont, 174, Centro). Visitação de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 9h às 17h. Entrada gratuita.
*Estagiária sob supervisão da editora Silvana Arantes
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