"Vicentina pede desculpas" ganha crítica elogiosa no site Next Best Picture
Filme de Gabriel Martins exibido no Festival de Toronto foi considerado um "drama brasileiro instigante" e a atuação da "impressionante" Rejane Faria cogitada para uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz
compartilhe
O filme mineiro “Vicentina pede desculpas”, dirigido por Gabriel Martins, ganhou muitos elogios em crítica publicada no site Next Best Picture (NBP), especializado em lançamentos. Assinada por Nadia Dalimonte, a crítica cita o filme anterior de Martins, “Marte Um”, para destacar que o diretor “retorna com outro drama brasileiro instigante, centrado em como histórias extensas e entrelaçadas podem criar um estudo de personagem íntimo e sutil.” Para a crítica da NBP, que deu nota 8 para o filme, “a abordagem de Martins cria uma narrativa incrivelmente envolvente de uma tragédia subjetiva.”
Fique por dentro das notícias que importam para você!
- "Vicentina pede desculpas" é escolhido para tentar vaga no Goya
- 'Vicentina pede desculpas' estreia no Festival de Toronto
- Festival de Cinema de Brasília consagra o mineiro "Se eu fosse vivo…vivia"
Exibido no Festival de Toronto com o título “On behalf of my son” (“Em nome do meu filho”), o mais recente longa-metragem de Gabriel Martins vai concorrer ao Prêmio Goya, mas ficou de fora da disputa do Oscar de filme internacional. O escolhido pela Academia Brasileira de Cinema foi “Feito pipa”, do cearense Allan Deberton. Mesmo assim, a crítica da NBP incluiu a protagonista de “Vicentina pede desculpas”, Rejane Faria, entre as possibilidades para uma indicação ao Oscar de melhor atriz. “Por meio da atuação imponente e contida de Faria, você sente todo o peso emocional que Vicentina carrega. Uma tristeza imensa por trás dos olhos dela diz muito sobre o luto da personagem”, elogia Nadia Dalimonte, que qualifica a atuação da mineira como “impressionante”.
Leia Mais
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
O texto publicado no site lembra que o filme se passa em “Belo Horizonte, Brasil” e tem um “elenco excelente, com atuações brilhantes”. “Cada personagem plenamente desenvolvida com quem Vicentina cruza o caminho se destaca por sua humanidade e por como personificam diferentes estágios do luto”, ressalta a crítica. “Martins também usa a música de forma pungente em seu filme, com dedilhados suaves recorrentes de guitarra e músicas harmoniosas que encerram a história”, observa a crítica, afirmando que “Vicentina pede desculpas” é “uma história universal sobre as experiências que nos conectam a todos.”
Na história, Vicentina é uma professora aposentada de 75 anos que vive em Belo Horizonte e tem a rotina destruída por uma tragédia de grandes proporções. Seu filho, Wesley, dirige um ônibus lotado em direção ao centro da cidade quando, ao atravessar um viaduto, o veículo desvia repentinamente da pista e cai na avenida abaixo. O acidente mata o motorista e quase todos os passageiros; apenas uma pessoa sobrevive, em estado grave. As imagens registradas pelas câmeras de segurança passam a ser examinadas e levantam a hipótese de Wesley ter provocado deliberadamente o acidente.
Interpretada por Rejane Faria, Vicentina sofre não apenas com a morte do filho, mas também com a possibilidade de ele ter sido responsável pela morte de dezenas de pessoas. Sem conseguir respostas definitivas e pressionada pelo peso público do caso, ela decide procurar as famílias das vítimas para pedir desculpas.
Com roteiro do próprio Martins e produção da mineira Filmes de Plástico em parceria com a Netflix, o longa reúne ainda Flávio Bauraqui, Grace Passô, Karine Teles, Maíra Azevedo, Renato Novaes, Thalma de Freitas, Giovanna Heliodoro e Giovanni Venturini. Depois de circular por festivais internacionais, “Vicentina pede desculpas” tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para o dia 5 de novembro. Quinze dias depois, em 20 de novembro, o filme chega ao catálogo da Netflix.
O ano de 2026 tem sido especialmente marcante para o cinema produzido em Minas Gerais. Depois de estrear no Festival de Berlim, “Nosso segredo”, longa-metragem de estreia da atriz e diretora Grace Passô, ficou com o Kikito de melhor filme no Festival de Gramado. E, no último fim de semana, a mais recente produção da Filmes de Plástico, “Se eu fosse vivo... vivia”, de André Novais Oliveira e que marca a estreia da escritora Conceição Evaristo como atriz, ganhou o Candango de melhor longa-metragem no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Já o filme “A professora de francês”, do diretor Ricardo Alves Jr., estrelado por Grace Passô, foi selecionado para a mostra competitiva “Horizontes latinos” do Festival de San Sebastian, na Espanha, e para o Festival do Rio.