Morte do artista Rodrigo Cass choca o mundo da arte durante a ArtRio
Em plena projeção internacional, artista de 43 anos foi vítima de afogamento em Copacabana; sua obra única unia espiritualidade e matéria
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A Galeria Fortes DAloia & Gabriel comunicou nesta quinta-feira (17) a morte do artista paulistano Rodrigo Cass, aos 43 anos. Ele foi vítima de um afogamento acidental após entrar para nadar no mar de Copacabana.
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As circunstâncias do ocorrido ainda não foram detalhadas. O mar estava calmo no momento e não havia alerta de ressaca específico para a orla carioca.
Em uma publicação no Instagram, a galeria destacou a trajetória do artista. "Rodrigo construiu trajetória única na arte contemporânea brasileira, marcada por uma pesquisa sensível sobre matéria e espírito", dizia o texto.
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Sua obra era composta por relevos, fotografias e videoesculturas, com influências da iconografia católica clássica, da tradição neoconcreta brasileira e da repetição corporal da performance. Cass desenvolveu uma técnica singular ao usar concreto sobre linho como material central de seus trabalhos.
Ex-seminarista e com forte dedicação à religião, o artista fazia um uso metódico de cores para criar manifestações místicas e existenciais. A galeria lembrou de sua "presença doce", generosidade e da ausência que deixará na cena artística. Os pensamentos foram estendidos à sua mãe, Cacilda; seus irmãos, Robson e Rosângela; seus sobrinhos; e seu companheiro, Paulo.
Representado pela Fortes DAloia & Gabriel desde 2014, Cass vivia um momento de projeção internacional. Este ano, ele realizou sua primeira exposição individual em Portugal, "Geometria Sensível!", apresentada em Lisboa e no Porto.
Seu trabalho também foi um dos três escolhidos pela ArtRio para ocupar os telões da Times Square, em Nova York, ao lado das obras de Lucia Koch e Denilson Baniwa.
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A curadora Christiane Laclau, fundadora da Artmotiv, afirmou que "Rodrigo Cass foi um artista cuja obra aproximou a tradição construtiva brasileira de uma investigação singular sobre espiritualidade e matéria".
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A notícia causou perplexidade no mundo das artes e foi muito comentada durante a inauguração da mostra "Novos barrocos", na galeria Flexa, no Leblon.