CINEMA BRASILEIRO

'A Margem do Rio' vence prêmio no Festival de Locarno e celebra cinema LGBT+

Longa de diretores pernambucanos é aclamado como "horror erótico e mágico" e reforça a potência do cinema nacional com temática queer no mundo

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A produção brasileira “A Margem do Rio” conquistou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Locarno, na Suíça, onde teve sua estreia mundial. O filme é a estreia dos diretores Matheus Farias e Enock Carvalho em longas-metragens e competiu com produções de todo o mundo.

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O júri oficial justificou a premiação descrevendo a obra como "uma jornada cheia de paciência, solidariedade, atração, violência, corpos, sexo. Um horror erótico e mágico enraizado na tradição política do cinema brasileiro".

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Enock Carvalho dedicou o prêmio à sua família, à equipe, ao elenco, ao protagonista Caique Copque e à comunidade LGBTQ+ no Brasil. Matheus Farias complementou com a leitura de um trecho do escritor Tiago Guimarães sobre desobediência e a existência de pessoas LGBTQ+.

No filme, Izaquiel (Caique Copque) trabalha como auxiliar de serviços gerais no Recife. Durante a noite, busca encontros secretos no mangue e tem sua vida transformada ao conhecer Jeremias (Ítalo Martins), um pescador magnético. Quando uma ameaça externa traz violência ao local, Jeremias guia Izaquiel para as profundezas do manguezal.

Quatro homens sorrindo, um deles segurando um troféu dourado sobre uma base preta.
Caique Copque, Matheus Farias, Enock Carvalho e Mauricio Macêdo no Festival de Locarno
Divulgação

A trama revela um Brasil fragmentado, com conflitos individuais e sociais pautados por identidade e religiosidade. O elenco também conta com Robério Diógenes, Carlos Francisco, Renna Costa, Enio Cavalcanti, Artia e Isis Broken.

Caique Copque afirmou ser especial representar um filme potente que traz discussões profundas. Ítalo Martins expressou seu orgulho pelo trabalho. "A gente sabe que fazer cinema no nosso país, no Nordeste, é algo muito difícil", declarou o ator.

“A Margem do Rio” é uma coprodução entre Gatopardo Filmes, Moçambique Audiovisual e Vitrine Filmes (Brasil), em parceria com a Tama Filmproduktion (Alemanha). A realização contou com recursos da Ancine, do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), do BRDE e do Funcultura, além de apoio do Projeto Paradiso, do World Cinema Fund e do Hubert Bals Fund. A distribuição no Brasil é da Vitrine Filmes.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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