Paolla Oliveira relata ser vítima de deepfakes pornográficos
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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Paolla Oliveira, 44, afirmou que tem sido alvo recorrente de montagens feitas com inteligência artificial e denunciou a circulação de imagens e vídeos falsos usando sua identidade. Em entrevista ao Fantástico, da Globo, exibida nesse domingo (2/8), a atriz relatou que criminosos utilizam seu rosto em conteúdos de teor sexual e em gravações manipuladas que simulam declarações nunca feitas por ela.
O #Fantástico mostrou a rotina de vídeos falsos feitos com o rosto da Paolla Oliveira, que são usados até para conteúdo pornográfico. Já passou da hora de regulamentar todas as redes sociais e a inteligência artificial. pic.twitter.com/koW1dwH95V
— Julio Freiress (@JFreiress_) August 3, 2026
"Tem fotos minhas na internet que eu nunca tirei, vídeos meus falando coisas que eu nunca disse, corpo circulando por aí com rosto em cima que não é o meu", afirmou. Segundo a atriz, a popularização de ferramentas de inteligência artificial tornou esse tipo de fraude mais simples e acessível, ampliando a disseminação de conteúdos falsos nas redes sociais e em plataformas de mensagens.
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No final de junho, Paolla já tinha alertado seus seguidores sobre vídeos e fotos que circulam na internet com a sua imagem, mas foram criados com inteligência artificial. Ela reforçou que, segundo levantamento do NetLab, laboratório da UFRJ especializado em estudos sobre internet, foram identificados 198 anúncios fraudulentos utilizando a imagem da atriz em pouco mais de três meses.
Segundo a pesquisa, a maioria dessas publicações direcionava usuários para grupos privados em aplicativos de mensagens, onde eram comercializados deepfakes pornográficos envolvendo a atriz.
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A reportagem também mostrou que o problema não se restringe a figuras públicas. Mulheres anônimas e adolescentes têm sido vítimas da mesma prática, com montagens de conteúdo sexual produzidas e compartilhadas sem consentimento. "Tem um movimento muito gigante que a gente nem se aproxima dele. A gente tem que ter medo, sim. Mas quem sou eu diante dessa tecnologia toda? Essa corrida desleal não vai parar, mas a gente não pode ser engolida", concluiu Paolla.