O lançamento da segunda temporada de “O homem das castanhas”, cinco anos após a estreia da série dinamarquesa na Netflix, leva o telespectador a um exercício de memória. Policiais nórdicos são um gênero à parte na seara dos thrillers. Só que a profusão de séries (boas e más) é tamanha que deveria haver um resumo para localizarmos quem são os detetives da vez.
Pois bem: ela é a investigadora Naia Thulin (Danica Curcic), que atua na polícia de Copenhagem. É mãe solo de Le (Ester Birch), agora adolescente. Prestes a um fim de semana tranquilo, Naia tem que investigar o desaparecimento de uma mulher. Qual não é a sua surpresa quando se encontra com o detetive Mark Hess (Mikkel Boe Folsgaard).
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Os dois resolveram, anos antes, o crime do homem das castanhas – o assassino deixava ao lado das vítimas um boneco feito de castanhas. A primeira temporada insinuou um romance entre eles – que aconteceu, ficamos sabendo agora. Só que Hess abandonou Naia sem a menor explicação depois de seis meses de relacionamento. A história recomeça com os dois se reencontrando. Ele, que vive em Haia, na Holanda, trabalhando na Europol, está de volta à Dinamarca acompanhando o irmão hospitalizado.
STALKER
O encontro provoca faíscas mas não há tempo (e nem é o objetivo da história) de mostrar uma DR entre o ex-casal. A tal mulher desaparecida é encontrada morta. Recém-divorciada, com uma filha e vivendo às turras com o ex (o casamento acabou por traição), ela estava sendo perseguida por um stalker.
Este caso é ligado ao assassinato de uma adolescente ocorrido dois anos antes do tempo da série. A mãe da menina, personagem importante da trama, ainda busca justiça. Logo outras pessoas vítimas de perseguição serão mortas. Todas têm em comum virem de casamentos desfeitos por traição.
O modus operandi é o mesmo. O stalker manda vídeos muito próximos para as vítimas, mostrando quão perto está delas. Cada vídeo é acompanhado de versos adaptados da antiga canção infantil “O cuco”, popular entre grupos de escoteiros. Para simplificar as coisas, podemos comparar a brincadeira do cuco com o nosso esconde-esconde.
Em 1992, quando um grupo de garotos passeava numa excursão escolar por uma floresta – e justamente durante uma brincadeira do cuco – um corpo foi encontrado. Essa ligação vai ser feita só na segunda metade da temporada. Mas é aí que a coisa se complica – e falar mais é estragar a história.
O que dá para dizer é que há um acontecimento no final do terceiro episódio absolutamente ousado (alguns diriam chocante). E que depois disto, a história toma outro rumo. Vale assistir, mesmo para quem não viu a primeira temporada.
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“O HOMEM DAS CASTANHAS”
• A segunda temporada, com seis episódios, está disponível na Netflix.
