Glicério do Rosário realiza o sonho de contracenar com Tony Ramos
Ator mineiro diz que cada cena com o ídolo 'é um aprendizado'. Eles vivem os amigos Enéas e Otoniel em 'Quem ama cuida', novela da Globo
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O que poderia ser apenas simples promessa virou a realização de um grande sonho para Glicério do Rosário, de 55 anos: contracenar com Tony Ramos na novela “Quem ama cuida”, exibida na faixa das 21h na Globo.
“Olha que presente!”, comemora o ator mineiro. “Tony é uma sumidade, unanimidade, uma gentileza, uma parceria. E tem humor. Cada dia de gravação é um aprendizado”, elogia ele, que interpreta Enéas, amigo de Otoniel, personagem de Tony Ramos.
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Enéas tem dupla jornada de trabalho. Durante o dia, é motorista de táxi; à noite, trabalha numa banca de flores. “Não se explica em que circunstâncias a amizade deles começou no passado. Otoniel encontra Enéas quando está desesperado, buscando trabalho para reerguer a vida depois da inundação”, comenta Glicério.
Durante um temporal, a família de Otoniel perdeu tudo, inclusive a casa. As cenas foram ao ar no primeiro capítulo, exibido em 18 de maio. Enéas, segundo Glicério, vai mostrar uma outra possibilidade de vida para o personagem de Tony Ramos.
Em entrevista por telefone, o ator mineiro não esconde a alegria de fazer mais uma novela na Globo. É a 14ª, considerando as participações. Ele está no ar graças à diretora artística do folhetim, Amora Mautner.
“Foi assim de 'Cordel encantado' para 'Joia rara' e, na sequência, 'A regra do jogo'. Depois, a gente teve um hiato e fiz novelas com outros diretores”, relembra. O novo encontro entre Amora e Glicério ocorreu em “Eta mundo melhor!”, no ano pasado.
“Foi uma participação muito bacana no primeiro capítulo, que dava o gatilho da trama toda. Ela me falou: 'Olha, se você não voltar nesta novela, estará comigo no Walcyr Carrasco'”. Dito e feito.
“Amora é diretora talentosíssima, de uma energia, uma criatividade... Todo produto em que ela está é certeza de bom trabalho”, elogia. Com longa trajetória na televisão, o ator diz que a vontade de experimentar a telinha veio aos poucos.
Paixão pelo palco
No início da carreira, vivido no teatro, Glicério admite que tinha visão “até ingênua”, acreditando que só no palco um ator faz um bom trabalho.
“É a visão meio romântica de quem é muito apaixonado pelo que faz, e sempre fui apaixonado pelo palco. O teatro me tomou com uma força intensa”, comenta.
As coisas começaram a mudar quando Glicério gravou um especial da Rede Minas na Gruta de Maquiné. “Achei interessante, comecei a querer fazer um pouco mais. Porém, em BH é sempre mais difícil, porque o polo de produção audiovisual está no Rio e São Paulo. Naquela época, não tinha streaming nem as produções locais”, relembra.
A partir dali, ele passou a fazer muitos comerciais. “Fui entendendo a diferença de atuar para teatro e atuar para a câmera”, afirma.
Na primeira temporada no Rio de Janeiro, onde morou em 2011, ele abriu mão do teatro. “Fiquei oito meses fora de Belo Horizonte. No retorno, tive uma certa dificuldade, me sentia peixe fora d'água tentando entender a forma híbrida de caminhar entre teatro e televisão”, diz.
“Fui aprendendo aos poucos, entendendo que para continuar fazendo televisão não precisaria parar de fazer teatro. Estou aprendendo a fazer um teatro com mais qualidade por causa da televisão, e televisão com mais qualidade por causa do teatro. Um alimenta o outro.”
Desde abril, Glicério mora no Rio de Janeiro. Vem a Belo Horizonte uma vez por mês, nas folgas, para ver a família.
“O homem da cabeça de papelão” é um dos sucessos do ator nos palcos. Nesta peça, ele contracenou com Carlos Henrique e Epaminondas Reis.
GLICÉRIO NA TV
“Quem ama cuida” (2026)
• Eneas
“Eta mundo melhor!” (2025)
• Damião
“Amor perfeito” (2023)
• Turíbio Fonseca
“Órfãos da terra” (2019)
• Caetano
“Deus salve o rei” (2018)
• Elói
“A lei do amor” (2016)
• Carlão
“A regra do jogo” (2015)
• Paturi
“Joia rara” (2013)
• Etelvino
“Cordel encantado” (2011)
• Setembrino
“Força tarefa” (2009)
• Porteiro
“Paraíso” (2009)
• Empregado
“Pé na jaca” (2007)
• Piloto
“Paraíso tropical” (2007)
• Porteiro
“Bang-bang” (2006)
• Assistente
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