CINEMA

Em Cannes, Selton Mello afirma que 'Ainda estou aqui' mudou sua carreira

Ator diz o longa que protagonizou ao lado de Fernanda Torres e que foi coroado melhor filme internacional no Oscar do ano passado mudou sua carreira

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CANNES, FRANÇA (FOLHAPRESS) - Com uma jaqueta preta para se proteger do vento na ensolarada Riviera Francesa, Selton Mello fala empolgado sobre os rumos de sua carreira, que teve uma guinada para fora do Brasil desde o sucesso de "Ainda estou aqui".

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O longa de Walter Salles, que o ator protagonizou ao lado de Fernanda Torres, foi coroado melhor filme internacional e deu ao Brasil o seu primeiro Oscar.

Durante toda a campanha nos Estados Unidos e na Europa, Mello era visivelmente o mais animado da equipe, e publicava constantemente vídeos nas redes sociais sobre as andanças entre jantares glamurosos e exibições para votantes e celebridades para a divulgação do filme.

O brasileiro diz que "Ainda estou aqui" também mudou a forma como o Brasil é visto pela indústria cinematográfica internacional. "O filme abriu as portas para o que temos de melhor e para nossos artistas. Passou a haver um interesse maior".

Agora, Mello está no Festival de Cannes para a estreia de "La Perra", da chilena Dominga Sotomayor, exibido fora de competição na mostra paralela Quinzena dos Cineastas. A produção é de Rodrigo Teixeira, também responsável pelo longa de Salles.

"'Ainda estou aqui' mudou tudo para mim, nessa altura da minha vida. E veio em um momento bonito, em que estou maduro", diz Mello, de costas para a praia na Croisette.

Ele começou a atuar ainda criança, aos dez anos, em novelas como "Berço de ferro" e "Sinhá Moça". Já adulto, se imortalizou no cinema brasileiro em filmes como "O Auto da Compadecida" e "O cheiro do ralo". São 45 anos de uma carreira prolífica no Brasil.

Agora, Mello começou a ser cotado para papéis em produções hollywoodianas, como "Anaconda", lançado no ano passado, e o próprio "La Perra". Ele também grava neste ano "Zero K", em São Paulo, filme do americano Michael Almereyda com Caleb Landry Jones e Peter Sarsgaard.

"Quando eu anunciei a estreia de 'Anaconda', foi a primeira vez na minha vida que eu disse: 'estreia hoje no mundo inteiro'", conta o ator. Com Jack Black e Paul Rudd, o blockbuster tinha no set drones e equipes infladas, uma estrutura que Mello diz nunca ter visto antes.

Em "La Perra", Mello faz uma participação curta, mas essencial para o desenvolvimento da trama. A história acompanha a solitária Silvia, que vive em uma ilha remota no Sul do Chile. Ela resgata uma cachorra filhote e dá a ela o mesmo nome que daria a filha que nunca teve.

Conforme o vínculo entre Silvia e o animal se desenvolve, ela é obrigada a enfrentar seus fantasmas do passado. Com "La Perra", Mello diz experimentar um sentimento inédito.

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"Por falarmos português, somos quase uma ilha. Atores como Gael Garcia e Ricardo Darin, por falarem espanhol, fazem filmes no México, na Espanha. A gente não circula", diz, citando o colega mexicano e o argentino. "Agora eu entrei nessa engrenagem do cinema latino-americano, e isso me deu uma sensação de pertencimento".

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