Luísa Sonza lançou, na noite dessa terça-feira (7/4), o quinto álbum da carreira, “Brutal Paraíso”. Em apenas uma hora após o lançamento, o álbum superou a marca de 1 milhão de streams no Spotify, evidenciando o impacto instantâneo do novo projeto de Luísa Sonza nas plataformas digitais.
No novo trabalho, a artista tenta diversos gêneros musicais, como bossa nova, funk e pop. Logo na abertura, temos um spoiler do que o álbum tenta retratar: a oposição entre calmaria e agitação. O som do mar sugere um cenário tranquilo, quase turístico, mas a sensação dura pouco. Interferências sonoras interrompem a paisagem, a batida se impõe e o que parecia calma se transforma em instabilidade.
Leia Mais
O título resume a proposta. De um lado, a ideia de um país associado à leveza e à beleza. De outro, uma percepção contemporânea marcada por tensões urbanas e frustrações. A artista parte do contraste para estruturar um disco que questiona a própria noção de “paraíso”.
Segundo Sonza, o projeto surge como contraponto direto ao anterior “Bossa Sempre Nova”, dedicado ao gênero, lançado no início do ano. Se naquele momento havia um mergulho em referências clássicas ao lado de nomes como Roberto Menescal e Toquinho, ela agora olha o presente, buscando uma visão mais fragmentada da experiência brasileira.
A construção sonora acompanha essa proposta. “Brutal Paraíso” reúne elementos da canção brasileira com produções ligadas ao pop internacional e ao funk. Este último aparece com frequência, principalmente nas faixas em que o corpo e a sensualidade ganham destaque.
Em músicas como “Telefone” e “French Kiss”, o batidão assume protagonismo. Já em outras, como “E agora?”, parceria com Xamã, a transição acontece de forma gradual, misturando violão, eletrônica e referências clássicas.
O disco também amplia seu alcance ao incorporar colaborações internacionais. “Safada”, com Young Miko, e “Tu Gata”, com Sebastián Yatra, reforçam essa conexão ao alternar idiomas e estilos.
Além das influências musicais, o álbum dialoga com diferentes momentos da cultura brasileira. “Loira Gelada” revisita um sucesso do RPM sob outra perspectiva, enquanto “Doce Mentira” e “A Vida Como Ela É” estabelecem pontes com repertórios e autores como Nelson Rodrigues e Gilberto Gil.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
