Uma mulher que afirmou ter sido dopada e agredida sexualmente pelo veterano ator americano Bill Cosby foi indenizada com mais de US$ 19 milhões (aproximadamente R$ 100 milhões) nesta segunda-feira (23/3), após uma audiência civil na Califórnia.
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Durante a audiência em Santa Monica, foi relatado como o comediante passou a frequentar o restaurante onde Donna Motsinger trabalhava.
Um dia, Cosby passou para buscá-la em sua limusine, ofereceu-lhe uma taça de vinho e o que ela acreditou ser uma aspirina.
A mulher, que hoje tem 84 anos, perdia e recuperava a consciência e, a próxima coisa de que se lembra, é ter acordado em sua casa, de roupa íntima.
"Eu sabia que tinha sido dopada e estuprada por Bill Cosby", afirmou na ação judicial.
Os advogados indicaram que Cosby, de 88 anos, não se lembra de qualquer contato sexual com Motsinger, mas que, se tivesse ocorrido, teria sido consensual.
O júri levou três dias para emitir seu veredito e ordenou que Cosby pagasse US$ 19,3 milhões, um valor que pode aumentar se forem adicionados danos punitivos.
O caso foi apresentado no mesmo tribunal onde, em 2022, outro júri ordenou que Cosby pagasse US$ 500 mil (R$ 2,6 milhões) em indenização a Judy Huth, após determinar que ele a havia apalpado em 1975, quando ela tinha 16 anos.
Cosby havia sido preso na Pensilvânia em 2018 por dopar e abusar de uma mulher em um caso criminal distinto, mas foi libertado em 2021 devido à anulação de sua condenação por uma questão processual.
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Dezenas de mulheres acusaram Cosby de ser um predador sexual, calculista, que, ao longo de quatro décadas, administrou sedativos e álcool às suas vítimas antes de agredi-las.
