“O agente secreto” perdeu o Oscar de Melhor Direção de Elenco, na noite deste domingo (15/3), na 98ª edição do Oscar, que marcou a estreia dessa categoria. A direção de elenco do filme de Kleber Mendonça Filho é assinada por Gabriel Domingues. O prêmio ficou para Cassandra Kulukundis, de "Uma batalha após a outra".
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O longa brasileiro foi indicado ao lado de “Hamnet”, com elenco assinado por Nina Gold, “Marty Supreme”, por Jennifer Venditti, o vencedor “Uma batalha após a outra”, assinado por Kulukundis, e “Pecadores”, por Francine Maisler.
Cassandra Kulukundis dedicou o prêmio para diretores de elenco que nunca tiveram reconhecimento tanto no Oscar quanto nos créditos dos filmes em que trabalharam.
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A apresentação do prêmio trouxe atores dos cinco filme indicados para falar sobre suas determinadas produções. Subiram ao palco do Dolby Theatre Wagner Moura, Chase Infinity, Paul Mescal, Lee Roy e Gwyneth Paltrow.
Na sua vez de falar, Wagner Moura agradeceu Gabriel Domingues e disse que o trabalho dele deu "vida imensurável ao filme de Kleber Mendonça Filho. "'O Agente Secreto' se passa no brasil do fim dos anos 70 Gabriel Domingues teve que preencher o filme com pessoas que tinham o rosto que parecia pertencer àquela época. Você conseguiu, você encontrou os rostos certos", afirmou Moura.
O filme destaca uma seleção de atores que inclui profissionais de diversos estados, idades e características, num trabalho que procurou ressaltar a diversidade da população brasileira.
Liderado pelo baiano Wagner Moura, “O agente secreto” tem quatro mineiros no elenco: Carlos Francisco, no papel de Alexandre, sogro do protagonista; Laura Lufési, como a pesquisadora Flávia; Wilson Rabelo, como Chico; e Luciano Chirolli, no papel do industrial Henrique Ghirotti.
Para Carlos Francisco, “é um elenco que reflete o que é o Brasil. É um país rural, cheio de gente de vários traços, com várias caras – tem negro, tem gente com traço indígena, tem gente loura, tem gente de tudo quanto é jeito. Isso é o Brasil. É um filme que reflete um pouco o que é o Brasil”, conforme disse em entrevista recente ao Estado de Minas.
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*Estagiária sob supervisão da editora Silvana Arantes
