Indicado ao Oscar de Melhor Ator pela performance em “O agente secreto”, Wagner Moura revelou que vai à cerimônia acompanhado do melhor amigo, Lázaro Ramos. A informação foi divulgada em entrevista ao Letterboxd, publicada na última segunda-feira (2/3).
“Nos conhecemos há 30 anos, trabalhamos juntos, ele está vindo agora para a noite do Academy Awards”, contou Moura. A cerimônia do Oscar está marcada para o dia 15 de março, nos Estados Unidos.
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Os dois atores se conheceram ainda adolescentes, em Salvador. Moura relembrou que assistiu a uma apresentação de Lázaro no teatro e ficou impressionado com a presença de palco do colega. “Eu o vi no palco, em Salvador, e houve algo ali que me fez não conseguir parar de olhar para ele. Era estranho, porque eu não o conhecia. Subi ao palco e não sabia o que dizer. Então falei: ‘Eu quero ser seu amigo. Podemos ser amigos?’ E ele respondeu: ‘Sim, vamos ser amigos’”, recordou.
Amigos desde então, Moura e Ramos atuaram juntos em produções como “Cidade Baixa” e “Ó Paí, Ó”, longa ambientado no Pelourinho, em Salvador, com uma cena marcante sobre racismo. Segundo Wagner, a intensidade da atuação do amigo o impactou profundamente. “Eu lembro que eu tinha uma fala depois da dele, mas não consegui dizer nada, porque foi muito forte”, afirmou.
A parceria artística e pessoal também foi celebrada recentemente. Quando Moura venceu o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme Dramático, Lázaro comemorou nas redes sociais e destacou o orgulho de acompanhar a trajetória do amigo desde a adolescência.
Dirigido por Kleber Mendonça Filho, “O agente secreto” concorre ao Oscar nas categorias Melhor Ator, Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Elenco.
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Ao longo da carreira, Moura já contou que a amizade com Ramos é uma “coisa espiritual”. Durante participação no PodPah, Wagner lembrou que tinha cerca de 17 ou 18 anos quando foi assistir a uma peça do Bando de Teatro Olodum, grupo do qual Lázaro fazia parte. Segundo ele, mesmo com participação discreta na montagem, algo chamou sua atenção.
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O ator afirmou que não conseguia parar de olhar para Lázaro durante o espetáculo e descreveu a sensação como algo “meio espiritual”, como se houvesse “uma luz diferente” nele. Ao fim da apresentação, decidiu ir até o camarim.
Lá, foi direto ao ponto: disse que queria ser amigo de Lázaro. A resposta foi imediata e positiva. “Então vamos ser amigos”, teria dito o colega. Para Wagner, o episódio segue marcante e até hoje ele se surpreende com a naturalidade com que tudo aconteceu.
Já Lázaro, também em participação no PodPah, relembrou a história sob outra perspectiva. Ele contou que, na época, via Wagner como um jovem “esquisito”, de visual alternativo, roupas pretas e cabelo cobrindo o rosto. O apelido do amigo no teatro, segundo ele, era “ÓVNI”.
Lázaro afirmou que tinha certo receio de Wagner antes da abordagem no camarim. Quando o colega apareceu elogiando sua atuação e propondo amizade de forma direta, a reação foi imediata — e, segundo ele, um pouco motivada pelo susto. “Eu fiquei amigo dele por medo! A verdade é essa”, disse, rindo.
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