30 anos sem Mamonas Assassinas: o que aconteceu com a Brasília amarela?
Estrela do clipe de "Pelados em Santos", veículo passou por abandono, foi restaurado e hoje integra a memória do fenômeno dos anos 1990
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É impossível pensar na banda Mamonas Assassinas sem assimilar com a famosa Brasília amarela. O carro citado na música “Pelados em Santos” se tornou muito mais do que um simples veículo: virou um símbolo da irreverência e do humor que transformaram os Mamonas Assassinas em um dos maiores fenômenos da música brasileira.
Trinta anos após a morte da banda, a famosa Brasília continua existindo e preservada pela família de Dinho, vocalista do grupo. Mas o final feliz teve uma longa jornada.
A Volkswagen Brasília pintada de amarelo ganhou fama nacional em 1995 quando apareceu no clipe de “Pelados em Santos”. O vídeo ajudou a consolidar a identidade da banda formada em Guarulhos, na Grande São Paulo.
No clipe, a Brasília aparece com as icônicas “rodas gaúchas”, um tipo de roda de liga leve popular em projetos de customização automotiva nas décadas de 1970 e 1980. O carro rapidamente ganhou status de personagem da história cantada na música, que narra de forma bem-humorada as tentativas frustradas de conquistar “Pitchula”, que se recusa a entrar no carro.
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O veículo pertencia ao ex-sogro de Dinho, que era pai de Mirella Zacanini, ex-namorada do vocalista e musa inspiradora do hit. O carro chegou a influenciar a identidade visual do grupo. A logomarca dos Mamonas, por exemplo, foi inspirada no símbolo da Volkswagen invertido, formando as iniciais da banda.
O sucesso meteórico dos Mamonas Assassinas durou poucos meses. Em março de 1996, um acidente aéreo matou os cinco integrantes da banda, causando comoção em todo o país.
Após a tragédia, a Brasília seguiu um caminho inesperado. O carro foi sorteado no programa “Domingo Legal”, apresentado por Gugu Liberato (1959-2019), no SBT. O vencedor, um morador do Rio de Janeiro, acabou perdendo o veículo após irregularidades na documentação.
A Brasília foi apreendida e passou anos abandonada em um pátio do Detran-RJ, deteriorando-se com o tempo.
Recuperação e restauração
A história do carro mudou novamente em 2015, quando a família de Dinho conseguiu recuperar o veículo. A Brasília passou por um cuidadoso processo de restauração: a pintura amarela foi refeita, os detalhes recuperados e o modelo voltou a lembrar o automóvel que marcou o clipe de “Pelados em Santos”.
Hoje, o carro pertence a Hildebrando Alves, pai do vocalista. Ele costuma levar o veículo para exposições e eventos dedicados à memória da banda.
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A Brasília amarela voltou a ganhar visibilidade recentemente. O carro apareceu no filme “Mamonas Assassinas - o impossível não existe”, que revisita a trajetória meteórica do grupo.