LUTO NO SAMBA

Adriana Araújo: incrédulos, artistas lamentam a morte da cantora

Cantora de 49 anos morreu nesta segunda-feira (2/3), após complicações de um aneurisma cerebral. Cena do samba mineiro destaca legado e protagonismo da artista

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A cantora Adriana Araujo, uma das vozes do samba mais conhecidas de Belo Horizonte, morreu nesta segunda-feira (2/3), aos 49 anos, em decorrência de complicações de um aneurisma cerebral que provocou uma hemorragia de grande extensão. Ela estava internada desde sábado (28/2) no Hospital Odilon Behrens e deixa o marido, Evaldo, e o filho, Daniel.

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A morte da artista repercutiu na cena do samba de Minas Gerais. A cantora Aline Calixto escreveu nos comentários da publicação que anunciou a partida da artista: "A ficha não cai… Inacreditável. Peço à espiritualidade que a receba com todo amor que ela merece e que ampare muito seu filho, marido e familiares".

Ao Estado de Minas Fabinho do Terreiro lamentou a perda e destacou o protagonismo de Adriana no movimento das mulheres sambistas da capital.

"Foi um choque violento. Ela liderava o movimento das mulheres sambistas de BH e foi um furacão no samba, jogando o nome da cidade lá no alto. Artista completa, cantava e dançava com maestria, visitava a ancestralidade africana e arrasava ao interpretar Alcione. Uma mulher sensacional, dedicada à música. Foi muito de repente. Fica o legado", disse.

O produtor Matheus Brant também prestou homenagem. "Há menos de duas semanas, no domingo (22/2), ela participou do show do grupo ‘Tradicionalmente’, no ‘Pagode que não acaba’, evento do qual estive à frente. Muito triste essa partida tão cedo. Fico pensando que agora é celebrar a vida dela, o canto dela, a expressividade dela, que passou pela cena do samba como uma força da natureza", afirmou ao Estado de Minas.

Quem também lamentou a morte de Adriana foi o ator e cantor Robert Frank, vocalista do grupo Diplomatas do Samba.

"Eu sequer era amigo ou próximo da Adriana, mas é inegável o quanto de carisma e potência ela construiu nessa linda caminhada, né?", disse.

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"Sempre boa energia e carinho com quem estivesse ao seu redor. Seus shows eram mágicos, catárticos. Uma breve passagem que com certeza marca toda uma geração dessa cidade. Penso que por muito tempo vai ser difícil estar em um samba e não se emocionar lembrando dela enquanto todo mundo canta junto. Muito além do choque e incredulidade, meu sentimento é de gratidão por ter podido presenciar essa grande artista em cena", afirmou. 

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