LUTO NA MÚSICA

Cantora Adriana Araújo morre aos 49 anos

Cantora estava internada desde sábado após sofrer um aneurisma cerebral; artista era uma das vozes mais conhecidas do samba mineiro

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A cantora Adriana Araujo, uma das vozes do samba mais conhecidas de Belo Horizonte, morreu nesta segunda-feira (2/3) aos 49 anos. A informação foi divulgada nas redes sociais da artista.

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“Adriana foi mais do que uma grande voz do samba. Foi abraço largo, sorriso fácil, coração generoso e uma alegria de viver que iluminava todos ao seu redor. O samba sentirá profundamente sua ausência, mas não apenas ele. Sentirão falta todos que um dia receberam seu carinho, sua escuta atenta e seu caloroso abraço”, diz o comunicado publicado no Instagram.

Internada desde sábado, após sofrer um aneurisma cerebral, a cantora não resistiu às complicações do quadro.

Adriana passou mal em sua residência, sofreu um desmaio e foi levada a uma UPA. Em seguida, foi transferida para o Hospital Odilon Behrens. Os médicos constataram um aneurisma cerebral, que provocou uma hemorragia de grande extensão. Desde então, ela estava internada em coma, entubada e sob cuidados intensivos da equipe médica.

Natural de Belo Horizonte, ela cresceu na comunidade Pedreira Prado Lopes e construiu sua carreira em torno da vivência no local.

Ainda jovem, ingressou na Arena da Cultura, projeto de formação artística e cultural gratuita de Belo Horizonte. No curso de teatro, teve os primeiros palcos da carreira. Em 2011, passou a integrar o grupo Simplicidade Samba, onde permaneceu até 2020. As rodas de domingo no Bar do Cacá, na Região Nordeste da capital, deram visibilidade à cantora e consolidaram seu nome na cena do samba da capital

Em 2021, lançou “Minha verdade”, álbum de estreia como cantora solo; e, em 2025, mandou para as plataformas digitais o disco “3 Jorges”, gravado ao vivo, com canções em homenagem a Jorge Aragão, Seu Jorge e Jorge Ben Jor. 

Ao longo da carreira, cantou com Diogo Nogueira, Samuel Rosa e o Olodum. No ano passado, participou do show de Toninho Geraes ao lado da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais no Palácio das Artes.

Neste ano, tinha um projeto de samba autoral selecionado pelo Sesc, com o qual pretendia circular pelo país, levando o samba de Minas Gerais a outros públicos. O projeto renderia um EP com oito faixas em parceria com Fabinho do Terreiro.

Adriana vinha de uma série de apresentações no carnaval de Belo Horizonte e, há uma semana, participou do “Pagode que não acaba”, maratona de samba e pagode realizada no Espaço CentroeQuatro, na Praça Rui Barbosa, no Centro da capital. O evento reuniu músicos por mais de 24 horas ininterruptas, entre os dias 21 e 22 de fevereiro, com a proposta de registrar a roda musical mais longa do mundo.

“Sua presença ficará eternamente em nossos corações e também registrada nas plataformas onde compartilhou sua arte, permitindo que sua voz continue ecoando e tocando vidas para sempre. Neste momento de dor, pedimos orações e boas energias para seu filho Daniel e para seu marido Evaldo, para que encontrem força e amparo”, conclui a nota sobre a morte da artista.

Em entrevista ao Estado de Minas em dezembro de 2023, quando estava prestes a se apresentar na virada do ano na Praça da Liberdade, Adriana contou que seu objetivo era levar “muita energia e positividade” ao público. Na ocasião, também falou sobre seus sonhos: “Quero ultrapassar nossas montanhas e cruzar outras cidades, outros estados e até outros países com a minha música”, disse. Entre os planos, estava também o desejo de criar o próprio bloco de carnaval.

Vinda da comunidade que recebeu a primeira escola de samba de Belo Horizonte, a cantora tinha no repertório sucessos de Alcione, Arlindo Cruz, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Leci Brandão e Zeca Pagodinho.

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Informações sobre velório e enterro da cantora ainda não foram divulgadas.

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