A aguardada estreia de Bad Bunny no Brasil, com dois shows lotados no Allianz Parque, na sexta-feira (20/2) e no sábado (21/2), foi marcada por um espetáculo grandioso – e por uma controvérsia que tomou conta das redes sociais. A escolha das fãs que ocuparam a chamada “casita”, estrutura cenográfica anexa ao palco, dividiu opiniões e gerou acusações de predileção por mulheres magras. 

@rafaellanegrini ???? POLÊMICA NO SHOW DO BAD BUNNY NO BRASIL Durante a turnê, voltou à tona a discussão sobre as meninas que eram levadas para a “casita” nos shows do Bad Bunny Pra quem não sabe: a “casita” é um espaço VIP no palco onde fãs são escolhidas para dançar durante a apresentação, e isso sempre dividiu opiniões. Tem quem veja como parte da performance… e tem quem critique a exposição e a dinâmica da seleção. #B#BadBunnyB#BadBunnyBrasilP#PolêmicaC#CulturaPop ? som original - Rafa Negrini

Durante as apresentações em São Paulo, a casita se tornou um dos espaços mais disputados do estádio. O local funciona como um palco secundário e intimista, onde o artista canta versões acústicas, interage com o público e recria o clima de uma festa de varanda porto-riquenha. Mas o processo de seleção das mulheres que subiram à estrutura virou alvo de críticas.

@marianalemosf2 #badbunny #casita #show ? som original - Mariana Lemos F2

Nas redes sociais, fãs relataram que um integrante da equipe do cantor – identificado como Jeremy e apelidado por parte do público de “Peso Pluma”, em referência ao cantor mexicano – seria o responsável por escolher quem iria para a casita. Segundo esses relatos, seguranças fotografavam mulheres próximas ao palco, muitas vezes distraídas, e enviavam as imagens para avaliação.

Para parte dos internautas, os critérios de escolha não foram transparentes. “Tinha que ser branca, magra e extremamente padrão”, escreveu uma usuária. “Eu merecia a casita, pena que não peso 40kg e nem sou loira”, comentou outra.

A repercussão levantou debates sobre objetificação e padrões estéticos em grandes eventos musicais. Alguns usuários chegaram a questionar se as mulheres presentes no espaço seriam figurantes. “Umas meninas que achei que tinham contratado até figurantes, pois nem cantavam as músicas”, escreveu uma internauta.

No entanto, há relatos de quem estava na casita e afirma que a seleção foi aleatória. “Entrei na casita e não rolou nada disso. Fomos selecionadas aleatoriamente, e a produção nem moral dava pra gente. Todos trataram com respeito o tempo todo e existem regras para seguir dentro da casita”, relatou uma fã nas redes. 

Ela disse ainda ter conhecido duas convidadas estrangeiras, mas que as demais eram brasileiras e fãs do artista. Outra usuária contou que a amiga foi selecionada e não estava dentro da descrição apontada nas redes.

Até o momento, a equipe de Bad Bunny não se manifestou oficialmente sobre as críticas.

O que é a casita?

A casita é mais do que um elemento cenográfico. Idealizada pelo próprio cantor, a estrutura replica uma casa tradicional do interior de Porto Rico e integra a estética do álbum “Debí tirar más fotos”, lançado em 2025. Com 12,8 metros de cada lado e dois andares, a construção pode abrigar mais de 60 pessoas simultaneamente.

A primeira aparição da casa foi nos vídeos que acompanharam o lançamento do disco. Depois, passou a compor a residência “No me quiero ir de aquí”, apresentada no Coliseu de Porto Rico José Miguel Agrelot.

O design externo foi desenvolvido pela diretora de arte Natalia Rosa e pela artista de produção Mayna Magruder, inspirado em uma casa real localizada em Humacao, com referências ao Cerro Mime e à Cordilheira Central porto-riquenha.

“Sempre achei estranho o VIP. Aquele glamour meio esquisito. Então pensei: como tornar isso divertido? O VIP vai ser a Casita. Com sua cozinha, seu sofá, tudo. Que seja parte do show”, explicou o cantor à Billboard.

Desde o início da turnê, o espaço já recebeu artistas e celebridades como Maluma, LeBron James e Penélope Cruz, entre outros.

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