Bad Bunny no Super Bowl: menos do 1% do público não gostou do show
Estudo inédito mostra como a performance histórica do cantor repercutiu de forma diferente nos EUA e na América Latina, com felicidade em alta no Brasil
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A performance histórica de Bad Bunny no Super Bowl deste ano marcou um ponto de virada cultural, mas a repercussão emocional foi bem diferente nos Estados Unidos e na América Latina. Um estudo inédito da Delta Analytics, chamado Análise de Clima Emocional, mergulhou nas redes sociais para mapear o que o público realmente sentiu.
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O levantamento revela que, enquanto a apresentação foi um marco de representatividade, com ritmos e símbolos latinos em um dos palcos de maior audiência do mundo, as emoções geradas variaram de pura felicidade a uma melancolia reflexiva, dependendo do país.
Nos Estados Unidos, a felicidade foi o sentimento dominante, presente em 49,84% das menções em inglês nas redes sociais. A recepção positiva do público contrastou com críticas pontuais, como a do ex-presidente Donald Trump, que classificou o show como um dos piores. No entanto, os dados mostram que menos de 1% das postagens expressaram desagrado, indicando que a crítica não refletiu o sentimento geral.
Repercussão na América Latina
No Brasil, o espetáculo foi recebido com grande entusiasmo. A felicidade liderou com 41,5% das menções, seguida de perto pela expectativa, com 30,49%. As emoções negativas foram praticamente nulas, mostrando que o público brasileiro acompanhou a apresentação com interesse e aprovação, sem a polarização vista em outros debates.
Em outros países latinos, a reação foi mais complexa. Na Argentina, por exemplo, 26,48% dos usuários demonstraram melancolia e 23,9%, surpresa. Esse padrão sugere um sentimento de orgulho misturado com uma reflexão sobre identidade e representação. O mesmo ocorreu na Colômbia, México e Peru, onde a melancolia e a surpresa também foram centrais.
No México e no Peru, surgiu ainda um sentimento de receio, com 21,5% e 30,6% das menções, respectivamente. A análise sugere que essa apreensão pode estar ligada a uma visão crítica sobre como a mídia norte-americana cobriu os elementos culturais do show.
O caso de Porto Rico, terra natal do artista, é emblemático. A melancolia apareceu em 27,9% das menções, possivelmente pelo peso simbólico de ver um show no Super Bowl liderado pela primeira vez em espanhol. Outros 21,8% dos porto-riquenhos reagiram com surpresa, um gesto interpretado como afirmação de identidade e orgulho coletivo.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.