Wagner Moura disse que, mesmo não agradando parte do público, vai continuar defendendo seus ideais políticos - (crédito: AFP)
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Wagner Moura, de 49 anos, foi incluído na lista Post Next 50, que aponta pessoas influentes e que estão moldando o futuro da sociedade americana. A relação foi publicada pelo jornal The Washigton Post, que faz a seleção anualmente desde o ano passado.
Além do brasileiro, aparecem nomes como o do jogador espanhol Lamine Yamal, o do ator americano Cory Michael Smith, o da comediante americana Keyla Monterroso Mejia (de "O estúdio") e as cantoras do grupo de K-pop Katseye. Também estão na lista o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e Kai Trump, neta de Donald Trump, entre outros.
O jornal americano destaca que Wagner é uma "superestrela brasileira de 49 anos, que acaba de conquistar sua primeira indicação ao Oscar". O texto lembra que fazia uma década que o ator não atuava em português, até estrelar "O agente secreto", de Kleber Mendonça Filho, pelo qual vem recebendo reconhecimento.
Desde 1961 — quando usou o tapete vermelho pela primeira vez —, o Oscar ajudou a transformar objeto em um espetáculo à parte, com transmissões televisivas focadas nos figurinos, entrevistas e chegada dos artistas.
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A ligação direta com o entretenimento começou em 1922, quando um tapete vermelho foi usado na estreia do filme "Robin Hood", no Egyptian Theatre, em Hollywood, para guiar as estrelas até seus assentos.
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Nos Estados Unidos, há registros do uso do tapete vermelho já no século 19, especialmente em recepções oficiais e eventos políticos.
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Séculos depois, o simbolismo continuou a ser usado em cerimônias reais e diplomáticas.
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No texto, o rei Agamemnon retorna vitorioso da Guerra de Troia. Sua esposa, Clitemnestra, ordena que um caminho carmesim (vermelho escuro) seja estendido para ele.
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A primeira menção histórica a um tapete vermelho aparece na literatura da Grécia Antiga, especificamente na peça Agamemnon (458 a.C.), de Ésquilo.
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Muito antes de se tornar um elemento do glamour de Hollywood, o tapete vermelho nas premiações tem uma origem antiga e simbólica, ligada à ideia de honra e poder.
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Um dos grandes destaques em premiações como o Globo de Ouro, o tapete vermelho é sempre um momento que desperta atenção da audiência. Mas você sabe como surgiu essa tradição? Veja a seguir!
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Entre os filmes, “Uma Batalha Após a Outra” também se destacou, vencendo quatro categorias, entre elas Melhor Filme de Comédia ou Musical e Melhor Direção para Paul Thomas Anderson.
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Destaque para Owen Cooper, de 16 anos, que se tornou o mais jovem vencedor da categoria de Melhor Ator Coadjuvante em Televisão.
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Nas categorias de TV, a série “Adolescência” foi a mais premiada da noite, levando quatro troféus, incluindo Melhor Série Limitada.
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Ao receber o troféu de Melhor Ator, Wagner Moura fez um discurso emocionado, agradeceu aos colegas indicados e ao diretor. Ele ainda encerrou falando em português, exaltando o Brasil e a cultura brasileira.
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Dirigido por Kleber Mendonça Filho, "O Agente Secreto" marcou o retorno do Brasil à lista de vencedores do Globo de Ouro após 27 anos, desde o triunfo de “Central do Brasil”.
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O longa também concorreu a Melhor Filme de Drama, mas o prêmio ficou com “Hamnet”, adaptação do livro de Maggie O’Farrell que narra a história do filho de William Shakespeare e o amor que inspirou a criação de “Hamlet”.
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A produção conquistou dois prêmios: Melhor Filme de Língua Não Inglesa e — pela 1ª vez na história — Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura.
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O filme brasileiro “O Agente Secreto” foi um dos grandes destaques do Globo de Ouro 2026, realizado neste dia 12 de janeiro, em Los Angeles.
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"Isso se deve em parte ao fato de sua carreira nos EUA ter decolado depois que ele interpretou Pablo Escobar no sucesso em espanhol "Narcos", da Netflix, e em parte, segundo ele, por causa da perseguição do ditador conservador Jair Bolsonaro (agora cumprindo 27 anos de prisão por uma tentativa de golpe em 2022), que Moura disse ter tornado 'impossível' ser artista no Brasil", afirma a publicação.
"Ser político é central para quem Moura é", prossegue o texto. "Enquanto promovia 'O Agente Secreto', Moura -que obteve sua cidadania americana durante o governo Biden e se autodenomina 'um americano orgulhoso'- provou ser um ator que não apenas apoia causas usando fitinhas, mas que defende aberta e publicamente suas crenças políticas. Ele não hesita em chamar a guerra em Gaza de 'genocídio' ou denunciar o 'racismo' das atividades do ICE."
Segundo o Washington Post, o Post Next 50 é seu "olhar anual sobre as pessoas que estão ativamente remodelando como a América pensa, trabalha, se conecta e cria". A lista tem nomes da política, da cultura, da tecnologia e de outros "cantos silenciosos onde a influência cresce".
"Isso não é um prêmio. Não há troféus nem rankings – apenas reportagem", explica o jornal. "Jornalistas do Washington Post, com base em fontes aprofundadas, selecionaram as pessoas que definirão as histórias de 2026. Aquelas que já estão impulsionando as próximas manchetes, quer você torça por elas ou não."