CINEMA

‘Os farofeiros’ passam perrengue chique na República Dominicana

Terceiro filme da franquia tem estreia prevista para dezembro e é um dos projetos que marcam os 26 anos de atividade da produtora Camisa Listrada

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Uma comédia, uma biografia e um thriller. Depois de comemorar seus 25 anos, a produtora Camisa Listrada dá início ao 26º com três projetos de longas para 2026. O primeiro deles, “Os farofeiros 3”, chega aos cinemas em dezembro.

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A franquia inaugurada em 2018 deu um passo maior. Maricá, no interior fluminense, foi cenário do primeiro “Os farofeiros”; a Bahia foi o destino do filme de 2024. Para a terceira história, a produção se internacionalizou. A República Dominicana concentrou boa parte das locações da história sobre um grupo de amigos que só entra em roubadas nas férias.


Com o mesmo elenco – Maurício Manfrini, Cacau Protásio, Danielle Winits e Antônio Fragoso – a história os leva para um casamento no Caribe. Só que, chegando lá, o hotel está bem longe de ser o resort all inclusive esperado.


“Ainda estão faltando algumas diárias (de filmagem) no Brasil, mas já vamos entrar em montagem”, afirma o produtor André Carreira, da Camisa Listrada. Nessa produção internacional, o cenário escolhido foi a ilha Saona, mesmo local onde foi rodado “Piratas do Caribe: A maldição da pérola negra” (2003) e o cult oitentista “A lagoa azul” (1980), que fez de Brooke Shields a musa dos adolescentes da época.


Drama biográfico

Primeira incursão da produtora em dramas biográficos, “Guido” começa a ser rodado em abril no Rio de Janeiro. A direção será de Jayme Monjardim, marcando seu retorno ao gênero mais de 20 anos desde seu maior sucesso nos cinemas, “Olga” (2004).


O personagem-título é Guido Schaffer (1974-2009), que pode se tornar o primeiro santo carioca. A história é ainda mais fora da curva porque ele era um médico, seminarista e surfista – estava a poucos meses de ser ordenado quando morreu afogado enquanto surfava com amigos na Praia do Recreio dos Bandeirantes. O processo de canonização está em curso no Vaticano, que já lhe garantiu o título de Venerável.


“Ele foi um cara que dedicou a vida a cuidar dos desvalidos. Foi quase um São Francisco, abriu mão de tudo para cuidar dos pobres, só que nunca abandonou o surfe. Morreu surfando aos 33 anos. E, a partir do momento em que ele morre, há uma comoção muito grande e começam a aparecer pessoas atribuindo curas a ele. Os relatos foram se intensificando ao longo dos anos”, diz Carreira, que afirma que o filme vai ter uma “atmosfera jovem, com surfe e praia, fazendo um contraponto com a fé e a religião”.


Além do Rio, “Guido” terá locações em Portugal: em Fátima, onde o personagem descobre sua vocação, e também em Nazaré, conhecida por suas ondas gigantes – a especialidade de Guido. A intenção é lançar o drama biográfico na Semana Santa de 2027. Carreira não entrega os nomes do elenco, mas entre os que já foram aventados estão Danilo Mesquita (das séries “3%” e “Amor da minha vida”) para interpretar o papel de Guido, e o de Malu Galli para fazer sua mãe.


Filial mineira

O terceiro longa de ficção de 2026 tem um pé nas origens da Camisa Listrada. “Anônima” é um thriller sobre uma mulher que faz shows eróticos on-line (uma camgirl) que acaba sendo perseguida por um de seus clientes. Será a primeira produção de ficção em parceria com a Camisa Listrada BH, outra empresa da qual Carreira é sócio. Com a produtora Júlia Nogueira à frente desde 2017, a filial mineira assinou projetos como a série “Inhotim: Arte presente” (2018).


A previsão é começar em maio a pré-produção e filmar no segundo semestre. Segundo Carreira, “Anônima” será um filme eminentemente de estúdio. “A ideia inicial era rodar em Belo Horizonte, mas estamos com dificuldades em encontrar um estúdio grande. Então ainda não batemos o martelo.”


Caso “Anônima” seja rodado aqui, será, de certa forma, um retorno às origens. Carreira chegou ao cinema pelas mãos de Helvécio Ratton, trabalhando na equipe de “Amor & Cia” (1997). Em 2001, tornou-se sócio da Camisa Listrada, criada um ano antes por Armando Mendz e Rodolfo Buaiz. Os dois fundadores deixaram a produtora há muitos anos e hoje ela tem Carreira e Adriane Lemos à frente.


“No início, realizar era o grande desafio, independentemente do conteúdo”, comenta ele, falando sobre os primeiros anos, mais voltados para o cinema autoral. Um marco foi a ficção “5 frações de uma quase história” (2007), direção coletiva que produziu. “Dentro do que os filmes propunham, eles tiveram um caminho interessante. Circularam por festivais, foram exibidos no cinema e na TV.”


Mas ele queria o grande público. “Nunca fui um produtor que almejava a produção mais autoral, o caminho dos festivais era muito dos diretores. Minha vontade era fazer filmes populares.” Chegou a ouvir de um produtor: “Se você tem essa vontade, o que está caçando em Minas?”. Mas foi em Minas Gerais que ele realizou o filme que se tornou um divisor de águas da Camisa Listrada.


Em 2014, lançou “O menino no espelho”, dirigido por Guilherme Fiuza, a partir do clássico de Fernando Sabino. Foi rodado em Cataguases. “Custou R$ 6 milhões, na época um grande orçamento para o cinema brasileiro. Não foi de grande bilheteria, mas ganhou muitos prêmios e foi reconhecido pelo setor. Aquilo me animou e achei que tinha condições de voos maiores.”

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Abriu a filial da Camisa Listrada no Rio. Logo depois, veio “O candidato honesto” (2014) e seu 2,3 milhões de espectadores, marcando o início de uma relação prolífica com Leandro Hassum. Dos 21 longas de ficção da produtora, seis são estrelados pelo ator. Hassum, por exemplo, é o protagonista de “Tudo bem no Natal que vem” (2020), produção da Camisa Listrada para a Netflix vista por 26 milhões de residências em todo o mundo.

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