REFLEXÕES

Aos 71, Jackie Chan conta que deixou música para depois que ele morrer

Astro de Hong Kong afirma que música de despedida foi guardada a pedido da família e reflete fase de reflexões sobre a vida

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O ator e especialista em artes marciais Jackie Chan revelou que gravou uma música de despedida que só será lançada depois que ele morrer. A informação foi divulgada durante evento de divulgação do filme “Unexpected Family”, em Pequim, na China, nesta semana.

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Aos 71 anos, o ícone do cinema de ação contou que tem refletido com mais frequência sobre a vida, o envelhecimento e a morte, especialmente após a perda de parentes e amigos próximos nos últimos anos. “Muitas vezes me pergunto como será minha morte… Talvez eu consiga realizar uma façanha perigosa, morrer e me tornar uma lenda”, brincou o ator.

Segundo Chan, quando ele gravou a música, ele quis lançá-la imediatamente. No entanto, o astro mudou de ideia. “Disse a eles [equipe: ‘Tudo bem, guardem essa música. Quando eu partir, esse será o dia de lançá-la’”, relatou o ator, de acordo com a imprensa chinesa. 

Emocionado ao falar com o público, Chan afirmou que a morte de amigos e colegas de longa data transformou sua perspectiva sobre o tempo e a urgência de viver o presente. “Sinto que tudo o que quero dizer, devo dizer agora; tudo o que quero fazer, devo fazer imediatamente”, afirmou. 

Ele contou ainda que, ao ser convidado a cantar um trecho da música durante o evento, preferiu recusar, dizendo que isso faria as pessoas chorarem. Nos últimos dois anos, o ator lamentou a perda de nomes importantes de sua vida pessoal e profissional, como a atriz Cheng Pei Pei, o diretor e coreógrafo Corey Yuen, o compositor taiwanês Liu Chia Chang, a atriz de Hong Kong Li Lili e o crítico gastronômico Chua Lam. Essas ausências, segundo ele, reforçaram suas reflexões sobre finitude e legado.

Apesar do tom melancólico, Jackie Chan diz manter uma visão positiva sobre o envelhecimento. “As pessoas vão envelhecer eventualmente, e é uma alegria envelhecer gradualmente. Nós, os idosos, somos realmente sortudos”, declarou. Em outro momento, ele citou um vídeo de uma criança em Gaza que dizia que crianças da região não conseguem crescer, acrescentando que envelhecer é um privilégio.

O ator também comentou que, quando era mais jovem, chegou a imaginar uma morte precoce durante cenas perigosas, algo que considerava “lendário”. Com o tempo, no entanto, essa obsessão perdeu força. “Aprendi a desacelerar, a ser feliz e a parar de me preocupar tanto com o desconhecido”, afirmou.

Em “Unexpected Family”, Chan interpreta um idoso com Alzheimer que confunde o inquilino com o filho e acaba formando uma família improvável com estranhos. Para se preparar para o papel, o ator passou um período observando pacientes em hospitais e disse esperar que o filme ajude a conscientizar o público sobre a doença.

“Quero mostrar ao mundo que sou um ator que sabe kung fu, não apenas um astro de ação”, disse. Além do novo drama, Chan confirmou projetos futuros, incluindo a comédia de kung fu “Operação Panda 2” e uma sequência do filme de ação “The Shadow’s” Edge, prevista para começar a ser filmada no fim de 2026. Ele afirmou que, enquanto tiver condições, pretende continuar atuando e lançar ao menos um filme por ano, explorando diferentes gêneros.

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Nascido em 1954, em Hong Kong, Jackie Chan é uma das figuras mais influentes do cinema de língua chinesa e uma estrela global. Dublê, ator, diretor, roteirista e cantor, ele construiu uma carreira de mais de cinco décadas, com filmes marcantes como “O Mestre Invencível”, “A Hora do Rush” e “Primeiro Impacto”.

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