Música

Fabiana Cozza comanda roda de samba em bar de BH

Cantora paulistana festeja a chegada aos 50 com show neste domingo (25/1), na capital mineira, que terá a participação de diversos músicos e convidados locais

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A cantora paulistana Fabiana Cozza completou 50 anos no último dia 16. A celebração pública foi com uma roda de samba, no dia seguinte, no porão da Casa de Francisca, em São Paulo. Ela diz que tem Belo Horizonte como segunda casa,cidade onde vem construindo, ao longo dos últimos 15 anos, relações de estreita amizade, e por essa razão resolveu estender as comemorações de aniversário com uma roda de samba, neste domingo (25/1), no BarZenho, no bairro Lagoinha.

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Fabiana se apresenta acompanhada por uma banda formada por músicos locais – Thiago Delegado, Dé Lucas, Analu Braga, Mariana Martins, Álvaro Ferr, Thamiris Cunha e Maria Elisa –, tendo como convidados Maurício Tizumba, Sérgio Pererê, Fernando Bento, Titane, Fran Januário, Manu Dias, Marina Gomes, Marcelo Veronez, Heleno Augusto e Vivi Coelho. Como é de costume em uma roda de samba, não há repertório predeterminado.

A motivação para trazer essa festa, batizada como “Fabiana Cozza 50”, para Belo Horizonte é a intimidade musical com os artistas da cidade.

“Tem aí um percurso de aprendizagem e de expansão da minha carreira em termos de quantidade de público. Em Belo Horizonte eu fiz amigos, tenho casa, tenho comida, tenho passeio, quer dizer, é uma cidade muito afetuosa comigo e eu devolvo isso”, afirma.

O aniversário de 50 anos também é mote para uma reflexão sobre sua trajetória, não apenas do ponto de vista musical. “É um momento de olhar para o que eu construí, como e com quem estou chegando aos 50, em termos de pensamento, de defesas político-culturais e de espiritualidade. Trata-se de entender que tudo parte desse lugar político que é a roda de samba, um lugar de festa, essa coisa revolucionária. Levar isso a Belo Horizonte é atender a um chamado do meu coração”, diz.


Desafios políticos

Fabiana aproveita o tema da política para puxar o fio do novelo e expressar sua preocupação com os desafios que 2026, ano eleitoral, reserva nesse campo. Ela evoca pensadores como Achille Mbembe, Luiz Antônio Simas, Luiz Rufino, Leda Maria Martins e Muniz Sodré para afirmar que a festa e a alegria são as formas mais potentes de se combater a "política do desencanto". “A alegria é uma potência de transformação, de transmutação”, aponta.

Antevendo um ano difícil, ela conta que quis aproveitar o aniversário para propor, desde já, a celebração da vida. “Digo isso a mim mesma, como uma cantora que utiliza sua voz e seu corpo político a serviço da defesa da cultura e do samba, que, para mim, não é o ritmo, mas um quilombo, no sentido que Beatriz Nascimento dizia, um espaço de criação e de afirmação dos corpos que cotidianamente são mortos pelo Estado”, diz a artista, que conclui este ano seu doutorado em música pela Unicamp.

“Eu afirmo a vida a partir do meu aniversário, com amigos, com pessoas que têm escuta – que sejam diferentes de mim, que tenham posicionamentos diferentes, mas que sejam sensíveis, que tenham escuta, para agregar, para caminhar numa direção que seja a do bem-estar, do bem viver e da democracia”, diz.

Sobre o formato da apresentação, ela adianta que será sobre um pequeno tablado, com os músicos em semicírculo e proximidade do público. O repertório não necessariamente ficará restrito ao samba. Ela destaca o ambiente de confraternização, para o qual chamou mais de 40 músicos e amigos de BH, que vão participar da roda quando e como quiserem. Fora a banda que a acompanha, nem todos têm que cantar ou tocar alguma coisa, diz.


“Fico um pouco encabulada, sem graça mesmo, de convidar meus amigos artistas com a obrigação de que eles cantem. Eles estarão lá, mas vai ser uma coisa espontânea. O que orientou os convites foram as relações de amizade e também de percepção dos artistas que eu sei que circulam por essa cena que admiro tanto”, comenta. Os músicos da banda são, também, em sua maioria, cantores, e podem, de maneira fluida, puxar as músicas que quiserem.

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“FABIANA COZZA 50”


Roda de samba com a cantora, neste domingo (25/1), a partir das 16h, no BarZenho (Rua Itapecerica, 865, Lagoinha). Ingressos a R$ 30 (3º lote, antecipado), à venda pela plataforma Sympla, e R$ 40 (na porta).

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