Mineiro, Daniel de Oliveira se sente 'à vontade' em 'Coração Acelerado'
Após 12 anos sem atuar em novelas, o ator mineiro vive Alaorzinho, empresário sertanejo, na nova novela das sete na TV Globo
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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Depois de um intervalo de 12 anos, Daniel de Oliveira está de volta às novelas, e a sensação que descreve é a de um reencontro - não apenas com o público, mas com um modo de fazer televisão. O ator reconhece ter sentido falta da rotina intensa de estudar e gravar cenas. "Alguns gostam, outros acham desgastante, mas eu amo fazer novela. De verdade. Estava com saudade", afirma.
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Em "Coração Acelerado", da Globo, ele interpreta Alaorzinho, empresário do universo sertanejo, casado com Zilá (Leandra Leal). "Ele é meio machista e perdeu a noiva por ciúmes, por sentimento de posse", diz ele, garantindo que Janete (Letícia Spiller) "era o grande amor da vida dele". "Mas ele acaba se casando com a ex-cunhada. Com a volta de Janete à cidade, essa paixão reacende - e aí é novela, né?", resume, aos risos.
Daniel lembra que sua última novela exibida na TV aberta foi "O Rebu", em que interpretou Bruno Ferraz, um ambicioso profissional de TI, espião e alpinista social que morre logo no primeiro capítulo, dando início à trama de investigação. Depois disso, vieram trabalhos pontuais, séries, cinema e projetos fechados, como "Guerreiros do Sol", produção longa, mas fora do formato tradicional diário.
"Teve um tempo grande entre filmar e lançar. Foram quase três anos. Já estava na hora de voltar - e voltar especificamente para uma novela", conta. O convite certo, segundo ele, veio no momento ideal.
O ator admite que gosta de ser reconhecido nas ruas, mas prefere quando isso ocorre de forma discreta. "Eu gosto quando as pessoas chegam na rua e falam: 'Você que... como é seu nome mesmo?'. Eu adoro, porque estou num lugar mais confortável pra mim. Mas quando falam 'Daniel' direto, eu penso: 'Hum, estou precisando dar umas voltas'", brinca.
Mais experiente, ele encara essa nova fase com menos ansiedade e mais curiosidade. Cada personagem, diz, é um território inédito - independentemente do horário ou do formato.
Mineiro, Daniel garante que o universo musical retratado no trama Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento atravessa suas memórias de infância. "Meus avós tinham um sítio em Pompéu, no interior de Minas Gerais, e lá tocava Trio Parada Dura, Milionário e José Rico, esses modões antigos", recorda. "Me sinto bem à vontade."
Nos últimos anos, o ator se dedicou mais ao cinema. Em uma década, participou de 12 filmes, entre eles "Sangue Azul", "Estrada 47", "Órfãos do Eldorado", "Aos Teus Olhos", "12 Segundos para Vencer" e "O Rio do Desejo".
Em paralelo, também se tornou empresário no ramo do entretenimento ao abrir um bar em Belo Horizonte. Com temática futebolística, o espaço fica em frente à Arena MRV, estádio do Atlético Mineiro, time do coração do ator.
O empreendimento, inaugurado há dois anos, conta com quatro ambientes distribuídos em três andares e tem capacidade para receber até mil pessoas em dias de jogos do Galo. As especialidades gastronômicas são parrilla e comida de boteco, e o espaço é pensado para ser ponto de encontro, celebração e convivência.
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"Preferi ficar em BH nos últimos dois anos por causa do bar, e só agora está tudo organizado. Aí pensei: 'Está na hora de voltar e fazer o que eu amo na vida, que é novela'", explica. Sua relação com a Globo, ele lembra, é antiga. "Entrei em 1999, em 'Malhação'. Trabalhei muito, com muitas idas e vindas."