"O Estrangeiro", de François Ozon, foi o destaque da noite, levando os prêmios de melhor filme, melhor ator, para Benjamin Voisin, e melhor fotografia.
"O Agente Secreto" também disputa dez categorias no International Cinephile Society Awards. A premiação anual promovida pela Sociedade Internacional de Cinéfilos (ICS) recebe votos de críticos e jornalistas. Os resultados da 23ª edição do evento serão divulgados no dia 8 de fevereiro.
O longa, que já ganhou duas estatuetas no Globo de Ouro, também está cotado para o Oscar.
O filme brasileiro “O Agente Secreto” foi um dos grandes destaques do Globo de Ouro 2026, realizado neste dia 12 de janeiro, em Los Angeles. Divulgac?a?o/Globo
A produção conquistou dois prêmios: Melhor Filme de Língua Não Inglesa e — pela 1ª vez na história — Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura. Divulgação
O longa também concorreu a Melhor Filme de Drama, mas o prêmio ficou com “Hamnet”, adaptação do livro de Maggie O’Farrell que narra a história do filho de William Shakespeare e o amor que inspirou a criação de “Hamlet”. Divulgac?a?o/Agata Grzybowska/Focus Features
Dirigido por Kleber Mendonça Filho, "O Agente Secreto" marcou o retorno do Brasil à lista de vencedores do Globo de Ouro após 27 anos, desde o triunfo de “Central do Brasil”. Divulgação
Ao receber o troféu de Melhor Ator, Wagner Moura fez um discurso emocionado, agradeceu aos colegas indicados e ao diretor. Ele ainda encerrou falando em português, exaltando o Brasil e a cultura brasileira. Reprodução/TV Globo
Nas categorias de TV, a série “Adolescência” foi a mais premiada da noite, levando quatro troféus, incluindo Melhor Série Limitada. Divulgação
Destaque para Owen Cooper, de 16 anos, que se tornou o mais jovem vencedor da categoria de Melhor Ator Coadjuvante em Televisão. Reprodução
Entre os filmes, “Uma Batalha Após a Outra” também se destacou, vencendo quatro categorias, entre elas Melhor Filme de Comédia ou Musical e Melhor Direção para Paul Thomas Anderson. Divulgação/Warner Bros. Pictures
Um dos grandes destaques em premiações como o Globo de Ouro, o tapete vermelho é sempre um momento que desperta atenção da audiência. Mas você sabe como surgiu essa tradição? Veja a seguir! Reprodução
Muito antes de se tornar um elemento do glamour de Hollywood, o tapete vermelho nas premiações tem uma origem antiga e simbólica, ligada à ideia de honra e poder. Flickr - Steve Collis
A primeira menção histórica a um tapete vermelho aparece na literatura da Grécia Antiga, especificamente na peça Agamemnon (458 a.C.), de Ésquilo. Freepik
No texto, o rei Agamemnon retorna vitorioso da Guerra de Troia. Sua esposa, Clitemnestra, ordena que um caminho carmesim (vermelho escuro) seja estendido para ele. Sandra Filipe/Unsplash
Séculos depois, o simbolismo continuou a ser usado em cerimônias reais e diplomáticas. Moshe Harosh/Pixabay
Nos Estados Unidos, há registros do uso do tapete vermelho já no século 19, especialmente em recepções oficiais e eventos políticos. Flickr - G20 Argentina
A ligação direta com o entretenimento começou em 1922, quando um tapete vermelho foi usado na estreia do filme "Robin Hood", no Egyptian Theatre, em Hollywood, para guiar as estrelas até seus assentos. Freepik/rawpixel.com
Desde 1961 — quando usou o tapete vermelho pela primeira vez —, o Oscar ajudou a transformar objeto em um espetáculo à parte, com transmissões televisivas focadas nos figurinos, entrevistas e chegada dos artistas. Reprodução/YouTube
A votação anônima para indicações ao Oscar foi encerrada nesta sexta (16), às 22h no horário de Brasília. Segundo a revista Variety, a disputa pela estatueta dourada está muito mais imprevisível do que o consenso dos especialistas sugere. O anúncio dos indicados acontece na quinta (22), a partir das 10h30, e pode ser acompanhado pelo site oficial da premiação, além das plataformas de streaming Hulu e Disney+.
As produções internacionais enfrentam divisão de votos e isso pode enfraquecer títulos elogiados. É o caso dos filmes norueguês "Valor Sentimental", brasileiro "O Agente Secreto", sul-coreano "No Other Choice" e francês "Foi Apenas um Acidente", que também querem disputar a categoria de melhor filme.
De acordo com a Variety, a categoria de melhor ator parece estar aberta entre Timothée Chalamet, por "Marty Supreme", Leonardo DiCaprio, por "Uma Batalha Após a Outra", Ethan Hawke, por "Blue Moon", Michael B. Jordan, por "Pecadores", Wagner Moura, por "O Agente Secreto", Jesse Plemons, por "Bugônia", e uma possível surpresa: Joel Edgerton, por "Sonhos de Trem".