Cinema internacional

Oscar 2026: confira os 'adversários' de 'O agente secreto' na quinta (22/1)

Catorze produções disputam com o Brasil as cinco vagas para concorrer ao Oscar de Melhor Filme Internacional, que será entregue em 15 de março

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“O agente secreto”, de Kleber Mendonça Filho, escolhido para representar o Brasil no Oscar deste ano, vem se destacando nas listas de apostas. O Globo de Ouro premiou o longa na categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Wagner Moura como Melhor Ator em Filme de Drama. “O agente secreto” concorreu também a Melhor Filme de Drama, prêmio dado a “Hamnet”, de Chloé Zhao. Foi um marco inédito para o país.

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Já o Critics Choice Awards contemplou a produção brasileira com o prêmio de Melhor Filme Internacional. Wagner Moura concorreu a Melhor Ator, mas o prêmio foi para Timothée Chalamet. Vale lembrar que o baiano recebeu o prêmio de Melhor Ator em Cannes e Kleber Mendonça Filho foi considerado o Melhor Diretor.

Muitos estão ansiosos com a proximidade do anúncio dos indicados ao Oscar de Melhor Filme internacional, na quinta-feira (22/1). Dos 15 pré-selecionados, só cinco chegarão à cerimônia de 15 de março, em Los Angeles.

Porém, é bom lembrar que se “Ainda estou aqui” conquistou o primeiro Oscar de Melhor Filme Internacional da história do Brasil no ano passado, a jornada de “O agente secreto” pode não ter o mesmo desfecho.


Em 2025, o principal concorrente do longa de Walter Salles, o musical francês “Emilia Pérez”, chegou ao Oscar prejudicado por controvérsias envolvendo declarações da atriz Karla Sofía Gascón e debates sobre a abordagem de sua protagonista trans e da população mexicana.


Drama iraniano

Agora, os grandes rivais de “O agente secreto” não lidaram com dificuldades parecidas. O principal deles, “Foi apenas um acidente”, é um drama inspirado em experiências pessoais que o diretor, o iraniano Jafar Panahi, viveu enquanto preso político.

Premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes, na França, em 2025, também levou o prêmio de Melhor Diretor no New York Film Critics Circle Award.

Panahi foi condenado a mais um ano de prisão por “propagandas contra o regime político” do Irã, o que deu a ele mais fôlego na corrida pelo Oscar.

Ao analisar a recente crise de seu país, com protestos nas ruas, milhares de mortos e ingerência dos EUA, ele afirmou que o governo iraniano não se sustentará.

À moda do Oscar

A segunda produção mais cotada à categoria de Melhor Filme Internacional, “Valor sentimental”, saiu de Cannes com o Grande Prêmio do Júri, no ano passado.

O longa acompanha a relação conturbada entre dois artistas, pai e filha, num drama bastante próximo aos que costumam agradar à Academia que concede o Oscar.

Essas narrativas batem de frente com o conto dirigido por Mendonça Filho. Marcelo (Wagner Moura) é um professor que tenta fugir do país durante ditadura militar.

Entre os outros 14 pré-indicados à categoria de Melhor Filme Internacional, há longas divididos entre diversas questões sociais e debates que dizem respeito aos conflitos na Faixa de Gaza, por exemplo. Confira abaixo os concorrentes do Brasil.

cena de Foi apenas um acidente
“Foi apenas um acidente”, do diretor Jafar Panahi, denuncia a ditadura iraniana. neste momento, grave crise política atinge o país Les Films Pellea/divulgação

• “FOI APENAS UM ACIDENTE”
. França

O filme do iraniano Jafar Panahi se inspira na vida pessoal do cineasta e conta a história de um homem que sequestra aquele que acredita ter sido o seu torturador, na prisão, anos antes. Ao decidir executar o suposto algoz, entretanto, ele começa a duvidar da identidade do sequestrado e decide pedir ajuda a outras vítimas. Apesar da nacionalidade de Panahi, o filme é produção francesa e foi inscrito no prêmio pela França, pois o governo do Irã não apoia as produções e a postura crítica do cineasta. É exibido nos cinemas brasileiros.


• “BELÉN: UMA HISTÓRIA DE INJUSTIÇA”
. Argentina

O filme dirigido e estrelado por Dolores Fonzi conta a história real de Julieta, jovem injustamente acusada de infanticídio após emergência médica ocorrida em uma região conservadora da Argentina. O longa debate os direitos reprodutivos pela perspectiva da advogada Soledad Deza. Disponível no Prime Video.


• “A ÚNICA SAÍDA”
. Coreia do Sul

O filme de Park Chan-Wook usa a comédia para debater as competições impostas pelo capitalismo no mundo do trabalho. Na trama, um homem que trabalha em grande empresa é demitido e decide matar os concorrentes ao se inscrever no processo seletivo para uma nova vaga. A estreia nos cinemas do Brasil está prevista para quinta-feira (22/1).


“THE PRESIDENT'S CAKE”
. Iraque

No longa iraquiano, menina de 9 anos precisa produzir um bolo em homenagem ao presidente do Iraque. Ela parte em uma jornada para reunir os ingredientes necessários. Premiado na última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o filme debate o autoritarismo pela perspectiva de uma criança. Sem data de estreia nos cinemas do Brasil.

Olivier Lax, diretor do espanhol
Em 2025, Olivier Lax, diretor do espanhol “Sirat”, recebeu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes Miguel Medina/AFP

 

“SIRAT”
. Espanha

Dirigido por Oliver Laxe, “Sirat” segue a jornada de um homem e seu filho por entre jovens enlouquecidos de uma rave no deserto do Marrocos. A dupla tenta encontrar a filha e irmã mais velha, desaparecida há alguns meses. O filme usa esse cenário para debater a humanidade e o estado de migração. Estreia nos cinemas do Brasil em 26 de fevereiro.


“TUDO QUE RESTA DE VOCÊ”
. Jordânia

O filme segue diferentes gerações de uma família palestina. Abordando a ideia de trauma intergeracional e da resistência na Faixa de Gaza, vai de 1948 até os protestos que tomaram a região da Cisjordânia. Sem data de estreia nos cinemas do Brasil.


“O SOM DA QUEDA”
. Alemanha

Ao acompanhar três gerações da mesma família, o filme segue perspectivas de diferentes mulheres e constrói uma atmosfera de terror e opressão ao investigar a condição feminina. Sem data de estreia nos cinemas do Brasil.


“PALESTINA 36”
. Palestina

Ambientado em 1936, o longa retrata a insurgência da população palestina contra a invasão de vilarejos pelo domínio colonial britânico. O aumento do número de judeus imigrantes e do antissemitismo na Europa se choca com a mobilização mais intensa dos palestinos em 30 anos de colonialismo, foco do longa que retrata um momento decisivo para o Império Britânico e a região. Sem data de estreia nos cinemas do Brasil.


“A GAROTA CANHOTA”
. Taiwan

O longa marca a primeira direção solo de Shih-Ching Tsou. Acompanha a história de uma mulher que se muda para Taipé com as duas filhas. Ela tenta abrir uma barraca noturna, mas se vê ameaçada por segredos e tradições que podem colocar em riso sua jornada de recomeço. Disponível na Netflix.

Joachim Trier, diretor do norueguês
Joachim Trier, diretor do norueguês “Valor sentimental”, chega ao Oscar credenciado pelo Grand Prix do Júri de Cannes Bertrand Guay/AFP

“VALOR SENTIMENTAL”

. Noruega

No longa do dinamarquês Joachim Trier, as irmãs Nora e Agnes tentam se reconectar com o pai, Gustav, que sumiu de suas vidas. Como diretor renomado, ele volta e oferece a Nora um papel no filme que acredita que pode recuperar sua carreira. Quando ela recusa a proposta, Gustav decide dar a vaga para uma jovem estrela de Hollywood. O filme foi lançado nos cinemas do país em dezembro.

“KOKUHU”

. Japão

Ambientado em Nagasaki em 1964, o filme acompanha a história do jovem que perde o pai, líder de uma gangue da yakuza, a conhecida máfia japonesa. Ele é acolhido por um ator famoso e, em meio a uma série de tensões, decide dedicar sua vida ao teatro. Sem data de estreia nos cinemas do Brasil.


“HOMEBOUND”


. Índia

O longa acompanha a história de dois amigos de uma aldeia ao Norte da Índia que decidem alcançar a dignidade ao buscar emprego na polícia. No processo, a dupla é tomada
pelo desespero. Disponível na Netflix.


“NA LINHA DA FRENTE”

. Suíça

O longa de Petra Volpe retrata o dia a dia exaustivo de uma enfermeira que trabalha na ala hospitalar de uma precária instituição de saúde. Ao investigar a carência de recursos e os dilemas éticos que surgem dessas condições, o filme aborda a infraestrutura do sistema de saúde. Sem data de estreia nos cinemas do Brasil.

A cineasta tunisiana Kaouther Ben Hania
A cineasta tunisiana Kaouther Ben Hania causou comoção em Veneza com o filme sobre a morte da menina palestina Hind Rajab na Faixa de Gaza, premiado pelo festival italiano com o Grande Prêmio do Júri Tiziana fabi/afp

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“A VOZ DE HIND RAJAB”

. Tunísia

Premiado com o Grande Prêmio do Júri em Veneza no ano passado, o filme acompanha a história real de Hind Rajab, criança palestina de 6 anos morta em fogo cruzado, na Faixa de Gaza. O longa dramatiza as tentativas de voluntários da Cruz Vermelha, durante chamada telefônica, de resgatar a menina. A estreia no Brasil está prevista para 29 de janeiro.

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