CINEMA

Brendan Fraser brilha no drama leve ‘Família de aluguel’

Em seu primeiro papel após vencer o Oscar, norte-americano interpreta ator que se aluga para pessoas comuns no Japão; longa estreia nesta quinta (8/1)

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Um gigante gentil é a melhor maneira de definir Phillip Vanderploeg, o primeiro protagonista de Brendan Fraser desde o Oscar de Melhor Ator por “A baleia” (2023). Com estreia nesta quinta-feira (8/1), “Família de aluguel” é uma comédia dramática com altas doses de açúcar, que se sustenta pelas atuações ternas lideradas pelo ator norte-americano.

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Em seu segundo longa-metragem, a diretora Hikari, japonesa de Osaka radicada nos Estados Unidos, tem feito pessoalmente a apresentação do filme. No lugar do tradicional trailer, o vídeo a mostra explicando ao público um negócio que existe no Japão desde os anos 1980. De acordo com Hikari, cerca de 300 empresas atuam hoje em dia em seu país alugando pessoas, na verdade, atores.


“Em uma cidade grande como Tóquio, ou mesmo em uma cidade do interior, você pode se sentir muito isolado. Todas as pessoas com quem conversei estavam buscando conexão”, explicou Hikari. “Mesmo pagando pelo serviço, elas encontram uma amizade nessas duas ou três horas que passam juntas. E os atores que se tornam os substitutos também estão 100% investidos no relacionamento.”


É algo absolutamente fora de qualquer padrão, mas não há nenhum juízo de valor na história de “Família de aluguel”. Phillip (Fraser) é um ator radicado em Tóquio há sete anos. Seu papel de destaque foi um super-herói em um infame comercial para gengivite. Nos dias atuais, vive de bicos.


Sozinho em um apartamento minúsculo, passa suas horas de folga assistindo, da janela, a vida dos outros. Não se sabe a razão de sua permanência no Japão – a impressão que se tem é que não há ninguém, no Ocidente ou no Oriente, que se importe realmente com ele.


Terno e gravata

Levando “não” depois de “não” em audições, Phillip é convocado por sua agente a aparecer em um lugar. O único requisito é que esteja de terno e gravata. Ao chegar ao local, descobre que foi chamado para fazer figuração em um funeral. Tudo foi simulado, inclusive o próprio morto, que, em dado momento, se levanta do caixão.


A introdução a este mundo inusitado é bastante engraçada, e logo Phillip toma contato com a empresa comandada por Shinji Tada (Takehiro Hira). O emprego é dele, o novo chefe está precisando, para ontem, de um homem branco. Relutante a princípio, mas sem muitas opções, Phillip acaba entrando no jogo.


Tada tenta convencê-lo de que os relacionamentos falsos que eles vendem têm um quê de verdade. Seu primeiro papel de fato é o de noivo canadense de uma jovem japonesa de uma família muito tradicional.


Depois de uma crise ética, Phillip finalmente se “casa” com sua noiva. Agora empregado na agência, envolve-se com a vida dos novos colegas, em especial a de Aiko (Mari Yamamoto), que está cansada de fazer o papel de amante de homens casados que têm que lidar com a ira das esposas.


Jogo de videogame

Na escala de Phillip estão trabalhos fáceis, como jogar videogame com um homem que pouco sai de casa. Mas ele logo consegue dois papéis mais elaborados que esbarram em dilemas morais. O ator é contratado pela filha de um antigo astro do cinema japonês, hoje esquecido e com início de demência. Ele deverá interpretar um jornalista que está escrevendo um artigo sobre a trajetória dele.


Mais complicado é o segundo “papel”: o do pai de uma garotinha de 11 anos, Mia (Shannon Gorman, nada menos do que adorável). As chances de ela entrar para uma escola de elite serão muito maiores se ela tiver pais casados. A menina não sabe de nada e acredita que aquele grandalhão é realmente o pai que ela nunca conheceu.


Rapidamente, Phillip se envolve com os dois personagens e, por vezes, extrapola o que pede o papel. A trama envolvendo o ator veterano tem lances inverossímeis, enquanto a história da criança já começa errada por conta da mentira. Phillip tem lá suas crises éticas, que vão esbarrar no trato do chefe com o resto da equipe e em sua vida pessoal.


Ainda que esses pecadilhos possam incomodar um pouco, “Família de aluguel” é contado de maneira tão leve, com algum humor e sem pesar no drama, que o filme acaba ganhando o espectador. Agora, é difícil imaginar que na vida real – ou na vida inventada pelas empresas japonesas – a coisa funcione tão bem.

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“FAMÍLIA DE ALUGUEL”
(Japão/EUA, 2025, 110 min.) – Direção: Hikari. Com Brendan Fraser, Mari Yamamoto e Takehiro Hira. O filme estreia nesta quinta-feira (8/1), no Pátio (Sala 8, 20h e 22h30) e UNA Cine Belas Artes (Sala 2, 16h40 e 18h40).

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