Bolsonarismo dará outro tiro no pé se apostar na invasão
Além de homem de negócios, Trump não gosta de perdedores. Fora daí, é delírio dos mesmos que acamparam em frente a quartéis contra o resultado das eleições
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Primeiro, apostaram na desgraça nacional por meio do tarifaço norte-americano para desgastar o inimigo Lula (PT). Saiu pela culatra. Agora, o bolsonarismo dará outro tiro no pé ao tentar trazer para o Brasil os efeitos da violência dos EUA na Venezuela.
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No primeiro caso, acabaram dando a Lula a fonte de recuperação de desgaste causados por questões envolvendo a economia e a segurança pública. O petista soube conduzir o confronto, ganhou razões para se aproximar e conversar com Trump, que, já no primeiro encontro de minutos, disse ter rolado uma “química” entre eles.
A química abriu a porta para uma conversa mais longa, na qual se entenderam e, pouco a pouco, as taxas e sanções (Lei Magnitsky) foram caindo. Trump confirmou o pragmatismo citado após o encontro relâmpago: “sou um homem de negócios e só faço negócios com quem eu gosto”. De lá para cá, os bolsonaros só perderam, e Lula recuperou a aprovação popular, além de normalizar as relações comerciais com o Norte.
E mais, Bolsonaro foi preso. Nem por isso, Trump entrou no Brasil com sua Delta Force para resgatar o ex-presidente. O Bolsonaro filho, que tentou influenciar o governo Trump contra o Brasil, teve o mandato de deputado cassado e, agora, vai perder o emprego na Polícia Federal.
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Tudo somado, Trump abandonou os Bolsonaros e não quer saber de interferir por aqui enquanto estiver ganhando. Os EUA registram superávit na balança comercial com o Brasil há mais de 17 anos. Em 2024, por exemplo, o déficit brasileiro superou US$ 28 bilhões. Dados parciais de 2025 indicam que essa vantagem americana continua.
Além de homem de negócios, Trump não gosta de perdedores. Fora daí, é delírio dos mesmos que acamparam em frente a quartéis contra o resultado democrático das eleições.
Maduro: traído em casa
Até agora, ninguém explicou como as forças norte-americanas invadiram o espaço aéreo e capturaram Nicolás Maduro e a esposa em território venezuelano, sem quaisquer resistências e a alguns segundos de se trancar no bunker. Onde estavam os caças venezuelanos? Onde estava a segurança presidencial que não estava com o presidente e não deu um tiro sequer, nem levou, para impedir o sequestro dele?
Bacia Amazônica: o petróleo é nosso
A reação do presidente Lula à invasão e sequestro de Maduro foi a que foi possível por meio de uma nota dura contra o ataque à soberania do território venezuelano. Como disse o premiê espanhol, tão ilegítimo quanto o governo Maduro. Lula espera e vai aderir a uma reação internacional, mas sua preocupação maior é com o petróleo da Bacia Amazônica, que integra as reservas e se mistura com o venezuelano.
TSE faz audiência para eleições
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizará audiências públicas, em fevereiro, para receber sugestões ao aperfeiçoamento das normas eleitorais de 2026. Junto disso, amplia a participação popular. No dia 3, os debates abordarão pesquisas eleitorais, auditoria e fiscalização, sistemas eleitorais e atos gerais do processo eleitoral. No dia 4, a pauta será dedicada ao registro de candidaturas e à prestação de contas. Já no dia 5, serão discutidos assuntos relacionados à propaganda eleitoral, representações e reclamações, ilícitos eleitorais, entre outros.
Legalidade de pesquisas
Desde o dia 1º de janeiro último, todas as pesquisas eleitorais devem ser registradas na Justiça Eleitoral, independentemente de divulgar os resultados. A exigência está no artigo 33 da Lei das Eleições (Lei n?o?9.504/1997). O cadastro prévio da pesquisa deve ocorrer até cinco dias antes da divulgação, acompanhado de informações sobre quem contratou; valor e origem dos recursos; metodologia e período de realização; plano amostral, entre outros.
Penduricalho na Câmara de BH
Ao travestir de legalidade mais um privilégio, a Câmara de BH garantiu o pagamento de salário de férias dos vereadores. Eles passam a ter o direito a 1/3 sobre o subsídio mensal de R$ 18,4 mil, a exemplo dos trabalhadores regidos pela CLT. Esse valor de R$ 6.130 será pago uma vez por ano, em janeiro, após 12 meses de mandato. O valor total gasto para os 41 vereadores será de R$ 251 mil. Eles não são trabalhadores comuns; exercem mandato político, com subsídio fixado exatamente para evitar penduricalhos.
Pautas-bomba
Prefeitos e prefeitas estão sendo mobilizados para, no dia 24 de fevereiro, protestar, em Brasília, contra as pautas-bomba, que impactam o equilíbrio fiscal dos municípios. A iniciativa é da Associação Mineira dos Municípios e da Confederação Nacional dos Municípios. Na pauta, o piso dos médicos e dentistas, garis, profissionais da Educação Básica, além de adicional de insalubridade para profissionais da Educação, entre outros.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
