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Um levantamento abrangendo municípios que concentram 41% da população e 57% do potencial de consumo do estado de Minas Gerais mostra que o mercado de loteamentos encerrou 2025 com valorização no último trimestre. De outubro a dezembro, o Valor Geral de Lançamentos (VGL) chegou aos R$ 933 milhões, uma alta de 101% em relação aos R$ 464 milhões registrados no último trimestre de 2024. No acumulado de 2025, o VGL alcançou R$ 3,41 bilhões, o maior volume dos últimos quatro anos. Em relação a 2024, quando o indicador somou R$ 2,30 bilhões, o avanço foi de 47,7%. Os dados são do Estudo de Mercado de Loteamentos referente ao quarto trimestre de 2025, elaborado pela Brain Inteligência Estratégica para a Associação de Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano de Minas Gerais (Aelo-MG). Segundo o estudo, os loteamentos fechados alavancaram o desempenho no último trimestre. Esse tipo de empreendimento registrou VGL de R$ 743 milhões, o que representa um crescimento de 138,9% em relação aos R$ 311 milhões do último trimestre de 2024. Já os loteamentos abertos apresentaram aumento de 23,7%, evoluindo de R$ 153 milhões para R$ 190 milhões no mesmo período. “O mercado de loteamentos em Minas encerrou 2025 com uma combinação de valorização robusta e retomada de lançamentos no curto prazo, ao mesmo tempo em que enfrenta desafios relacionados à velocidade de vendas por conta do volume total de oferta”, avalia o presidente da Aelo-MG, Gustavo Amorim.
Marco histórico
Às vésperas de completar 50 anos, o Polo Automotivo da Stellantis em Betim atingiu a marca histórica de 17 milhões de transmissões (sistemas de câmbio) produzidas desde os primeiros componentes manuais para equipar o Fiat 147, numa trajetória iniciada em 1976. A produção de transmissões está inserida em uma estrutura que ocupa aproximadamente 41 mil metros quadrados e reúne atividades de usinagem, tratamento térmico e montagem, com capacidade para produzir mais de 1,6 mil transmissões manuais por dia. O Polo de Betim se consolidou como referência na produção de componentes essenciais para o desempenho e a eficiência dos veículos, com as transmissões hoje equipando veículos de diferentes segmentos das marcas Fiat, Peugeot e Citroën. A produção de transmissões está inserida na estrutura que ocupa aproximadamente 41 mil metros quadrados e reúne atividades de usinagem, tratamento térmico e montagem, com capacidade para produzir mais de 1,6 mil transmissões manuais por dia.
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Mina circular
Transformar rejeitos em produto com valor comercial marca a produção circular. É com esse conceito que a Vale anuncia a implantação de uma usina para o aproveitamento de mina de Gongo Soco, paralisada desde 2016, em Barão de Cocais. Segundo a Vale, a nova usina processará materiais retirados da descaracterização da barragem Sul Superior, com capacidade para produzir 2 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. “Optamos por uma solução de concentração magnética que maximiza a recuperação de minério contido no rejeito”, explica Juliana Cota, diretora de Minas Paralisadas da companhia. A descaracterização da barragem deve ser concluída este ano e a construção da usina levará 19 meses, com início da operação previsto para o ano que vem. De acordo com a mineradora, a nova planta consolida Minas como polo de inovação. “No último ano, a produção circular da Vale mais do que dobrou, com crescimento de 107%, atingindo a marca de 26,3 milhões de toneladas. Minas respondeu por 80% desse volume, cerca de 21 toneladas.”
Com refresco
Um financiamento de R$ 102 milhões aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a Uberlândia Refrescos, franqueada da The Coca Company, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foi o refresco para o projeto de implantação de uma linha de envase de bebidas em garrafa pet 100% digitalizada e pioneira no Brasil. Com energia solar, reuso de água e certificações LEED Platinum e LEED Zero (Água, energia, resíduos e carbono), a unidade vai operar dentro "dos mais altos referenciais ambientais globais e será a planta da Coca-Cola mais sustentável do mundo". O crédito corresponde a 63% do total a ser investido no projeto, que é uma das etapas da construção do novo polo industrial da empresa. O projeto amplia a capacidade produtiva em 72% e cria 89 postos de traglho na região do Triângulo Mineiro. “Apoiar a primeira linha de envase 100% digitalizada do setor de bebidas no país, o BNDES contribui para que a indústria brasileira avance em produtividade, eficiência energética e uso racional de recursos, consolidando um padrão mais moderno, seguro e inovador de manufatura”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
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Impacto social
Com investimentos da ordem de R$ 1,3 milhão em 53 projetos com foco em água, inclusão produtividade e fortalecimento comunitário, a Aperam BioEnergia e Fundação Aperam Acesita impactam 120 mil pessoas nas cidades de Capelinha, Carbonita, Itamarandiba, Minas Nova, Turmalina e Veredinha, no Vale do Jequitinhonha, conforme o Balanço Social 2025. Do total de projetos, 38 foram de cunho social e 15 ambientais. Segundo a Fundação Aperam Acesita, o volume representa o maior já registrado, tanto em recursos quanto em número de iniciativas apoiadas. “Entre os destaques está o programa Raízes do Vale, atualmente presente em 24 comunidades e responsável por envolver cerca de 270 famílias na produção de alimentos em áreas integradas às plantações de eucalipto. Em 2025, a iniciativa superou 25 toneladas colhidas e a expectativa é ultrapassar 60 toneladas em 2026”, revela o presidente da fundação, Luiz Carlos Ribeiro Magalhães.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
