Reforço no sistema para escoar energia solar do Norte de MG
Com o projeto Piraquê a Isa Energia espera uma receita permitida de cerca de R$ 343,1 milhões, no ciclo 2025/2026.As obras geraram 7.300 empregos
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Com antecedência de 17 meses em relação ao prazo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e investimentos da ordem de R$ 4,4 bilhões, a Isa Energia Brasil anunciou, esta semana, a energização do Bloco 2 do Projeto Piraquê, no Norte de Minas. O projeto colocou em operação quatro linhas de transmissão e energia elétrica de 500 quilovolts (kV), que totalizam 712 quilômetros de extensão e 1.438 torres implantadas em circuitos simples. Além das linhas, que interligam Janaúba, Capelinha e Governador Valadares, o bloco conta com a nova Subestação Capelinha 3 e ampliação da Subestação Governador Valadares 6. “A energização do Bloco 2 do Projeto Piraquê é um avanço para o fortalecimento do sistema elétrico brasileiro. Essa entrega amplia a capacidade de escoamento da energia renovável produzida no Norte de Minas e reforça a confiabilidade do Sistema Integrado Nacional (SIN)”, afirma Dayron Urrego, diretor-executivo de Projetos da Isa Energia Brasil. Com o Projeto Piraquê, a Isa Energia espera uma receita permitida de R$ 343,1 milhões no ciclo 2025/2026. Nas obras, foram gerados 7.300 postos de trabalho. Atualmente, o Projeto Piraquê registra 95% de avanço físico, restando apenas a energização do Bloco 3, localizado no estado do Espírito Santo, para a conclusão do empreendimento. “O Projeto Piraquê é um dos maiores empreendimentos greenfield (iniciado do zero) em construção no setor de transmissão de energia no Brasil”, ressalta a Isa Energia.
Marca histórica
Pela primeira vez ao longo de 70 anos de operação, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) atingiu a marca de 100 mil toneladas de ferronióbio equivalente em vendas ao mercado, o que representou um crescimento de 4,7% em relação a 2024. A Companhia mantém uma estrutura instalada de 150 mil toneladas anuais, volume superior à demanda global, que no período foi de 133 mil toneladas. A receita líquida somou R$ 14,5 bilhões, representando um avanço de 8,3% na comparação com 2024. O EBITDA atingiu R$ 10,2 bilhões e o lucro líquido totalizou R$ 6,4 bilhões. No ano passado, a empresa investiu R$ 1,1 bilhão nas operações. Com 75% da sua receita associada à siderurgia e 25% provenientes de novos materiais e aplicações, a CBMM aposta forte no seu Programa de Tecnologia, que reúne mais de 200 projetos e conta com investimentos anuais entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões.
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Resíduo útil
Unindo economia circular e desenvolvimento social, a InterCement Brasil, uma das maiores indústrias de cimento do país, comprou no ano passado 74 mil quilos de resíduos não recicláveis coletados em Ijaci, no Sul de Minas, pela Camare, uma cooperativa de reciclagem liderada por mulheres. Os resíduos coletados pelas catadoras são utilizados nos fornos das fábricas como combustíveis alternativos, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e evitando que esses materiais sejam despejados em aterros. “Ao reinserir resíduos na cadeia produtiva, o coprocessamento fortalece a economia circular, reduz passivos ambientais e contribui para uma operação mais eficiente e limpa no setor”, afirma Rafael Fenerich Mauri, gerente de Coprocessamento da InterCement Brasil. A iniciativa faz parte da estratégia da cimenteira para ampliar o coprocessamento de resíduos, transformando-os em biomassa para substituir combustíveis fósseis.
Força das minas
A indústria extrativa mineral, locomotiva do Produto Interno Bruto (PIB) do setor industrial de Minas Gerais, fechou o ano passado com crescimento de 13,5%, mesmo com a retração no terceiro trimestre, provocada por efeitos pontuais, como paradas programadas para manutenção em operações de minério de ferro. Segundo o Boletim da Indústria Mineral da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), no quarto trimestre a produção avançou 12,6% em relação ao terceiro trimestre. A trajetória favorável dos preços das commodities também contribuiu para o resultado. “A indústria mineral, por ser menos sensível às oscilações do ciclo econômico, consolidou-se como o segmento de melhor desempenho no PIB industrial acumulado no ano, exercendo papel relevante na sustentação do resultado da indústria brasileira e mineira”, afirma o economista-chefe da Fiemg, João Gabriel Pio.
Sol e vento
Com investimentos totais de R$ 5,8 bilhões em autogeração de energia renovável no país, a ArcelorMittal deu mais um passo na meta de elevar o patamar de autogeração de energia renovável de 61% para 85% até 2030, com a entrada em operação do parque solar no Complexo Babilônia Centro, em Várzea Nova (BA). A nova planta, com 365 mil painéis e capacidade instalada para 200 megawatts (MW), recebeu investimentos de cerca de R$ 700 milhões. A construção do Complexo Babilônia é uma joint venture entre a ArcelorMittal e a Casa do Ventos que, além da usina solar, conta com uma usina eólica que começou a gerar energia em setembro do ano passado. O Complexo Babilônia tem agora capacidade instalada de 753,5 MW. “A maior parte da energia gerada (cerca de 90%) será direcionada às unidades industriais da produtora de aço. O restante será vendido no mercado nacional de energia”, informa a ArcelorMittal.
“Atualmente, o estado consegue gerar, somente em energia solar, uma energia limpa, o mesmo que muitos países geram em toda sua matriz elétrica”
Mila Corrêa Costa
Secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, sobre o recorde de geração fotovoltaica no estado
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