O Brasil que envelhece e a escolha do próximo presidente da República
Às vésperas do segundo turno, a Juventude Reversa reflete sobre o peso do eleitorado mais velho e os compromissos do próximo presidente com o país.
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Ao longo dos últimos meses, a Juventude Reversa dedicou parte de suas reflexões às eleições de 2026 e aos desafios que deveriam fazer parte do debate presidencial. Falamos de envelhecimento, saúde, tecnologia, direitos, cidadania e democracia. Assuntos diferentes, mas unidos por uma pergunta: que Brasil queremos construir a partir da escolha do próximo presidente da República?
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Às vésperas do segundo turno, vale retomar essas reflexões. Afinal, a eleição presidencial não deveria se resumir à disputa entre dois candidatos, às promessas de campanha ou aos conflitos que dividem o país. Suas consequências ultrapassam os próximos quatro anos.
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Uma das questões que levantamos foi o envelhecimento do eleitorado brasileiro, uma realidade que a política parece insistir em ignorar. São milhões de eleitores com 60 anos ou mais, cujas necessidades deveriam ocupar um lugar de destaque nas propostas dos candidatos à Presidência. Ao discutir saúde, cuidado familiar, violência contra idosos e inclusão digital, mostramos que viver mais não significa, necessariamente, viver melhor.
Também refletimos sobre a democracia, as gerações que acompanharam a redemocratização e as consequências da escolha presidencial para instituições como o Supremo Tribunal Federal. Diante da polarização política, recorremos à mensagem de São Francisco de Assis para lembrar que discordar não deveria significar transformar adversários em inimigos. Como escrevemos recentemente: “Que nós não percamos uns aos outros pelo caminho.”
Essas reflexões nos trazem à escolha do próximo domingo. O Brasil envelheceu sem se preparar adequadamente para os desafios da longevidade, especialmente na Previdência Social, na saúde e nas políticas de cuidado. O futuro presidente terá de enfrentar essas questões, conciliando a sustentabilidade da Previdência com a garantia de direitos. Afinal, defender os idosos de hoje é também pensar nos jovens que serão os idosos de amanhã.
A Juventude Reversa não pretende dizer ao leitor em qual dos dois candidatos votar, mas tampouco se esconder numa neutralidade confortável. Defender a democracia, a Constituição e os direitos fundamentais não deveria ser uma questão partidária.
Antes de escolher, vale perguntar: qual é a trajetória de cada candidato? Quem são seus aliados? Que compromissos assumiram com a democracia? Quais são suas propostas para a Previdência, a saúde e o envelhecimento da população?
A descrença na política é compreensível. Promessas descumpridas e escândalos afastam muitos brasileiros das urnas. Mas deixar de participar não elimina as consequências das decisões políticas.
No próximo domingo, 25 de outubro, os brasileiros voltarão às urnas para escolher o presidente da República. Não deixe de votar.
O voto não resolve sozinho os problemas do Brasil. Mas abrir mão dele certamente não ajuda a resolvê-los.
O presidente eleito terá de governar para todos os brasileiros, inclusive aqueles que não votaram nele. E nós teremos de acompanhar, fiscalizar e cobrar os compromissos assumidos.
Mais do que escolher quem ocupará a Presidência pelos próximos quatro anos, decidiremos parte do futuro de um país que envelhece.
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O futuro dos idosos de amanhã começa com as escolhas que fazemos hoje.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.