Francisco Iglesias
Francisco Iglesias
Fundador da Startup Juventude Reversa | Empreendedor Social | Artista Visual | Engenheiro na Área de Telecom
JUVENTUDE REVERSA

A política ainda não entendeu que o eleitorado brasileiro envelheceu

IBGE e Nexus revelam um país mais velho e um voto 60+ mais relevante, enquanto partidos seguem falando como se nada tivesse mudado

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Novos dados do IBGE confirmam uma mudança estrutural no Brasil: a população cresce cada vez menos e envelhece em ritmo acelerado. Em 2025, o país chegou a 212,7 milhões de habitantes, mas avançou apenas 0,39% no ano. Ao mesmo tempo, a participação de pessoas com 60 anos ou mais subiu de 11,3% para 16,6% desde 2012. A base da pirâmide encolhe, o topo cresce e o antigo retrato de um país predominantemente jovem perde validade.

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Isso vai muito além da demografia. Muda o consumo, o mercado de trabalho, a demanda por saúde, a mobilidade urbana e a forma como a tecnologia precisa ser pensada.

O país envelheceu. E o eleitorado envelheceu junto.

Pesquisa Nexus, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral, mostra que o número de brasileiros com 60 anos ou mais aptos a votar cresceu 74% desde 2010, enquanto o eleitorado total avançou 15% no mesmo período. Hoje, esse grupo reúne 36,2 milhões de pessoas e representa cerca de um quarto dos votos do país.

Em outras palavras: a maturidade ganhou peso político.

Mesmo assim, muitas campanhas ainda se comunicam como se o centro do debate estivesse apenas nos jovens. Linguagem, prioridades e promessas frequentemente ignoram quem já envelheceu e continua participando ativamente da vida pública.

Trata-se de um erro estratégico. O eleitor mais velho não forma um bloco único nem previsível. Há diferenças de renda, valores, comportamento digital, visão de mundo e prioridades. Mas existe um ponto em comum: experiência acumulada.

Quem viveu mais comparou governos, atravessou crises, viu promessas se repetirem e aprendeu a distinguir discurso de entrega. Isso tende a produzir um voto mais atento à coerência, à credibilidade e aos resultados concretos.

Os partidos ainda parecem pouco preparados para compreender o voto longevo. E isso importa cada vez mais.

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Em um país que envelhece rapidamente, entender o eleitor maduro deixou de ser detalhe demográfico. Passou a ocupar o centro da democracia brasileira.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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