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O gigante está de volta ao seu lugar de origem. Bicampeão da Libertadores, finalista em quatro oportunidades, quer se juntar ao seleto grupo dos tricampeões: Grêmio, São Paulo, Santos e Palmeiras. O único tetracampeão entre os brasileiros é o Flamengo. Aliás, estou com um palpite de que Cruzeiro e Flamengo farão a final em Montevidéo, em novembro, e vou com essa certeza até lá, torcendo para que o Cabuloso possa erguer o troféu.
O meu otimismo se deve ao novo treinador, Artur Jorge, campeão pelo Botafogo em 2024, e ao futebol que o Cruzeiro já está voltando a apresentar, depois que Tite deixou a terra arrasada, que eu falei que ele deixaria, assim que foi anunciado. Felizmente, ele é passado, e o estrago feito já começou a ser corrigido com a bela atuação do time celeste diante do Vitória, em seu primeiro triunfo no Brasileirão. Lembro que escrevi essa coluna na quinta-feira, antes de São Paulo x Cruzeiro.
O Cruzeiro tem uma estrutura fabulosa, pois a Toca 2 é excelência em CT, contando com o que há de mais moderno. Tem jogadores de alto nível, que provaram a competência e a qualidade, quando comandados por um técnico de verdade, e que não foram campeões na temporada passada por graves erros de arbitragens, tanto no Brasileiro quanto na Copa do Brasil.
Além disso, se reforçou, sendo a principal contratação o volante Gérson, que somente na quarta-feira jogou na sua verdadeira posição, volante de marcação, com qualidade para sair jogando. Mas não esperem dele mais do que isso. É apenas um bom jogador de meio-campo, como existem muitos por aí. Eu ainda gosto de Lucas Silva e Lucas Romero, que dão aquela sustentação aos defensores.
KJ voltou fazendo o que mais sabe: gols. E Matheus Pereira deu aquele toque de qualidade, pois tem muitos recursos como cérebro do time. Os jovens contratados estão começando a ganhar corpo e forma, e, em breve, mais maduros, darão a resposta positiva que o torcedor espera.
Andei vendo alguns jogos do Barcelona de Guaiaquil, adversário desta terça-feira (7/3), e confesso que esperava mais. Não será surpresa se o Cabuloso estrear com o pé direito, vencendo o jogo. Claro que Arthur Jorge ainda terá trabalho para equilibrar sua equipe, física, técnica e emocionalmente, mas esse será um trabalho gradual. A parada para a Copa do Mundo será fundamental para ajustes, contratações de reforços e para tornar o Cruzeiro um dos favoritos à conquista da Libertadores e Copa do Brasil.
Não tenham dúvidas de que o presidente, Pedro Lourenço, e o vice, Pedro Junio, não medirão esforços para trazer jogadores de peso, e não precisarão gastar o que gastaram em Gerson, por irresponsabilidade de Tite. Artur Jorge será cirúrgico nas indicações e saberá reforçar o elenco nas posições necessárias. Acredito que um goleiro experiente deva chegar, assim como mais um zagueiro e um atacante. Mas isso é com a diretoria e comissão técnica.
Estou muito feliz com a contratação de Artur Jorge e com o que vi no jogo contra o Vitória. Sei que os treinamentos dele têm sido elogiados por todos, pois é moderno, estudioso e capaz. Aliás, uma característica dos técnicos portugueses, que estão dando banho nos brasileiros.
Para fechar, o Cruzeiro vai contar em seus jogos com um Mineirão lotado, com a China Azul fazendo a diferença e cantando: “Todo mundo teme La Bestia negra, seremos campeões e não se esqueça”. Que assim seja, e que o ano que começou ruim e sem perspectiva, se transforme no melhor ano do Cruzeiro nos últimos tempos.
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Os 14 milhões de cruzeirenses apaixonados merecem. Time bem dirigido, competente e de qualidade, e um Mineirão lotado serão os ingredientes para vitórias e troféus. Vamos Cabuloso, iniciar a Libertadores com o pé direito.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
