Helvécio Carlos
Helvécio Carlos
Com 30 anos dedicados ao jornalismo, com passagens por emissoras de rádio e assessoria de imprensa, é desde 2001 titular da coluna Hit, do jornal Estado de Minas. Entre 2011 e 2017 foi editor da revista Hit, publicação de lifestyle.
HIT

Banda que reinou nos bailes de BH, Brasil 70 tem carreira contada em livro

Fundador da Brasil 70, João Batista Correa, o Dão, lança "Minha vida, minha banda", pela Literíssima, no próximo dia 24/9, em Sete Lagoas

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Quem viveu a efervescência da agenda social dos anos 1980 e 1990 não esquece o sucesso que eram as apresentações do Brasil 70 em festas de casamento, aniversários e nos disputados bailes em salões de festa.

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Fundador do grupo, João Batista Correa, o Dão, conta a história da banda na biografia “Minha vida, minha banda” (Literíssima), escrita pelo jornalista Júlio Assis, que será lançada no próximo dia 24, na Casa da Cultura, em Sete Lagoas, terra natal da banda e do autor do livro.

O Brasil 70 continua na ativa. Foi a principal atração do réveillon 2025/2026 em Sete Lagoas, lotando a Praça da Feirinha e animando os bailes Cabeça de Prata, promovidos pelo Minas Tênis Clube.

***

Boas histórias não faltam no livro. Em um dos carnavais da extinta Olympia, que funcionava no subsolo do edifício JK, a banda dividiu o palco com o cantor e compositor Erasmo Carlos. Erasmo fez o seu show e, depois, ficou no palco se divertindo com o Brasil 70.

A banda nasceu com o nome de Os Rebeldes, até o dia em que foram tocar em um baile no Clube Náutico, em Sete Lagoas, em novembro de 1969. A organizadora sugeriu que mudassem o nome, era virada de década, ela sugeriu Brasil 70, ele gostou e mudou.

“Esse livro é uma forma de reviver tudo o que a gente viveu na estrada. São histórias que marcaram minha vida e a de muita gente. A música sempre foi o que nos uniu, e poder compartilhar isso agora é uma grande emoção”, afirma.

CONFIRA TRECHOS DO LIVRO


RAY CONNIFF

Um dos principais momentos do conjunto foi quando tocaram numa noite que teve também uma apresentação de Ray Conniff e depois se encontraram com ele nos bastidores, tiraram fotos e conversaram.

Aconteceu na Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte, em 1998, no encerramento de um congresso da Câmara de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais. “Foi emocionante, éramos fãs, tocávamos músicas dele, e ainda tocamos, um músico conhecido mundialmente”, recorda Dão.

"Ele foi muito simpático, ouviu nossa apresentação e disse que achou sensacional quando tocamos ‘Aquarela do Brasil´”, sucesso de Ary Barroso".

DEU NO EM

Em toda esta trajetória, a fase mais pujante do Brasil 70 teve início por um acaso. A banda animava um baile de formatura em Belo Horizonte, em 1983, na sede do Clube dos Economiários. Na formatura de Psicologia, um dos formandos era cantor do conjunto, o Neilson Abreu.

Durante um intervalo, um homem se aproximou e se apresentou: Carlos Alberto de Deus, empresário do Rei Roberto Carlos em Minas Gerais. Dão conta como foi: “Uma irmã do Carlos Alberto estava se formando também naquela noite, por isso ele estava lá. Ficou encantado com nosso conjunto e veio conversar, dizendo que ia nos representar. E veio nossa fase mais importante. Valorizou muito a banda.”

A partir daí, foram muitos anos juntos, até 2000. “Emplacamos de vez, com um mínimo de oito bailes por mês e chegamos a fazer 23 em um mês de dezembro. A média ia de 12 a 18. Tocávamos em todas as festas da Faculdade de Medicina da UFMG e da Faculdade de Ciências Médicas.”

Quando Carlos Alberto faleceu, em 2020, o subtítulo da reportagem do jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte, registrou: “Ele era o empresário em Minas de Roberto Carlos e do Brasil 70.”

TV ITACOLOMI

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“A banda se apresentava muito também no Programa Festival da Juventude, na antiga TV Itacolomi, em Belo Horizonte, com transmissão estadual. Aldair Pinto era o diretor e animador. Aos domingos pela manhã era assistido no estado inteiro; trazia artistas nacionais, e o Brasil 70 tocava nessas apresentações, ao lado de nomes como Eduardo Araújo, Silvinha, Renato e Seus Blue Caps, Erasmo Carlos, Goldens Boys e outros.”

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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