Com 30 anos dedicados ao jornalismo, com passagens por emissoras de rádio e assessoria de imprensa, é desde 2001 titular da coluna Hit, do jornal Estado de Minas. Entre 2011 e 2017 foi editor da revista Hit, publicação de lifestyle.
Filme de 1926 será exibido nesta quarta-feira (8/7), em Ouro Preto
Cenas do documentário 'Minas antiga', reconstituídas pela Cinemateca Brasileira, vêm de imagens preservadas por José Tavares de Barros, professor da UFMG
Com 30 anos dedicados ao jornalismo, com passagens por emissoras de rádio e assessoria de imprensa, é desde 2001 titular da coluna Hit, do jornal Estado de Minas. Entre 2011 e 2017 foi editor da revista Hit, publicação de lifestyle.
Ouro Preto em cena do documentário 'Minas antiga', de Igino Bonfioli crédito: Reprodução
Uma semana depois da CineOP, mostra de cinema que movimentou Ouro Preto, a cidade histórica será palco da exibição de “Minas antiga”, documentário de 1926 que retrata localidades mineiras. A antiga Vila Rica, que completa 315 anos, é uma delas. A sessão está marcada para as 19h desta quarta-feira (8/7), no Anexo do Museu da Inconfidência, na Praça Tiradentes, com entrada franca. O filme foi reconstituído no Laboratório de Imagem e Som da Cinemateca Brasileira graças a imagens em nitrato de celulose depositadas há 50 anos na Cinemateca por José Tavares de Barros (1936-2009), professor da Escola de Belas Artes da UFMG. As imagens foram duplicadas, o que as preservou, porém não sobrou cópia montada do filme. A reconstituição se baseou em anotações de funcionários da Cinemateca e pesquisas em fontes escritas.
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“Minas antiga” foi feito pelo italiano Igino Bonfioli, sob encomenda do governador Melo Viana (1878-1954), para ser exibido nas escolas do estado. “Tudo indica que a encomenda foi uma resposta às advertências dos modernistas paulistas que visitaram Minas durante a Semana Santa, em abril de 1924. A viagem da 'descoberta do Brasil' revelou o abandono a que estava relegado o patrimônio histórico do país. Monumentos, igrejas e obras de arte em franca deterioração, em vista da ideologia da república de renegar o passado colonial”, diz Carlos Augusto Calil, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.
Cenas do documentário 'Minas antiga' podem ser exibidas hoje graças ao professor mineiro José Tavares de Barros e ao Laboratório de Imagem e Som da Cinemateca Brasileira Reprodução
• ALEIJADINHO
Calil conta que da Caravana Modernista participaram Olívia Guedes Penteado, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Blaise Cendrars, poeta francês que visitava o Brasil, entre outros. “Foi ele (Cendrars) quemalertou os brasileiros da necessidade de preservar os tesouros do barroco mineiro. E proclamou Aleijadinho o maior escultor do século 18”, diz o cineasta. e professor da ECA.
Seis anos depois de seu espetáculo em formato digital (“Antigamente, é quando?”) e oito anos após a estreia do espetáculo de palco (“Um pouco de ar, por favor”), a Cia Pierrot Lunar está em cartaz novamente com “Eu quero ser uma locomotiva”. Na quinta-feira (27/6), a estreia lotou o Teatro I do CCBB-BH, com artistas e personalidades marcantes da cena cultural mineira. Foram até lá a produtora Júnia Falabella, acompanhada do pai, o ator e diretor Rogério Falabella; a atriz Cida Falabella, secretária de Cultura de BH; Epaminondas Reis, do Grupo Trama de Teatro; e Glicério Rosário, ator que está no ar em “Quem ama cuida”, novela da TV Globo.
Eduardo Moreira e Inês Peixoto, atores do Grupo Galpão, com Neise Neves e Léo Quintão, atores da Cia Pierrot Lunar, e Lydia Del Picchia, diretora da peça 'Eu quero ser uma locomotiva' Guto Muniz/divulgação
A peça é dirigida por Lydia Del Picchia, atriz do Grupo Galpão, e fala sobre a relação com o tempo, o desejo e a capacidade humana de se reinventar após os 50 anos de idade, investigando as memórias e as escolhas de uma geração que viveu a transição do mundo analógico para a era dos algoritmos. A temporada segue até 27 de julho no Centro Cultural Banco do Brasil, de sexta a segunda-feira, sempre às 20h. A classificação indicativa é 12 anos. No próximo sábado (11/7) e em 25 de julho, as sessões contarão com tradução em Libras. Em 24 de julho, haverá bate-papo gratuito após o espetáculo.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.